Internacional

Governo georgiano recua, mas Moscou agrava crise

Folhapress
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Moscou - A Geórgia libertou ontem quatro militares russos que haviam sido presos na semana passada, sob a acusação de espionagem, mas a situação continua tensa entre os dois países da extinta União Soviética. Em Moscou, com o estímulo do Kremlin, o Parlamento estudava ontem uma legislação que proibiria a transferência de dinheiro para países vizinhos.

Há cerca de 1 milhão de georgianos emigrados na Rússia. Eles remeteram a familiares, no primeiro semestre deste ano, o equivalente a US$ 219 milhões, o que representa quase 15% do PIB (soma das riquezas produzidas) daquele país.

Antes que tal medida possa ser aplicada, os russos decidiram interromper parcialmente o transporte de mercadorias entre os dois países e adotaram restrições ao tráfego postal.

De início, a Geórgia pretendia manter os militares presos, para investigações. Mas o episódio gerou rápida e virulenta reação de Moscou, onde o presidente russo, Vladimir Putin, acusou a República vizinha de praticar “terrorismo de Estado com a tomada de reféns”.

A emissora britânica BBC acredita que a libertação dos militares representou uma tentativa georgiana de evitar que os russos utilizem seu maior instrumento de pressão: o corte no fornecimento de gás e eletricidade, o que provocaria o colapso do país vizinho.

A Geórgia acusa a Rússia de estimular os movimentos separatistas na Abkházia e na Ossétia do Sul, que comprometem sua integridade territorial. A tensão bilateral já havia provocado a interrupção das importações russas de vinho, água mineral e laranjas.

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