Nacional

Dilma defende ‘medidas drásticas’ no caso do dossiê

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) defendeu ontem que os militantes do PT envolvidos com o dossiêgate sejam punidos com “medidas mais drásticas” pelo partido. É a segunda aliada do presidente Lula que defende a expulsão dos petistas acusados de comprar um dossiê contra políticos tucanos por R$ 1,7 milhão. A origem do dinheiro não foi esclarecida até o momento. Entre os acusados de envolvimento direta ou indiretamente está o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini.

A ministra ressaltou que o governo tem interesse que o episódio seja esclarecido o mais rápido possível, mas ponderou que o governo não pode cobrar que a Polícia Federal (PF) agilize a investigação “para contemplar interesses eleitorais”. Ela revelou que o presidente Lula tem tratado do assunto com o ministro Thomaz Bastos (Justiça) e com o diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda. “Sem sombra de dúvida é do nosso interesse que o resultado do dossiê apareça.” Sobre o PT afirmou: “O PT não pode conviver com práticas desse tipo. Não é algo condizente com o partido. O PT é um partido de militantes, não só de eleição e tem que ser preservado. É preciso que haja medidas drásticas e sérias para os que se provarem envolvidos”, afirmou.

Dilma Roussef observou que o presidente Lula não deve autorizar que ministros se afastem para ajudá-lo na campanha. Segundo ela, pedidos de férias serão analisados, mas tudo indica que o presidente não deve liberar os ministros.

Dilma disse que em todos os governos ministros atuaram nas campanhas e considerou patrulhamento da imprensa os questionamentos sobre se seria ético os do PT se afastarem para tentar reeleger Lula.

Comentários

Comentários