Bagdá - O governo iraquiano tirou das ruas ontem uma brigada com cerca de 700 policiais, por suspeita de envolvimento com esquadrões de morte. Foi a primeira ação do tipo. A decisão ocorre em meio ao aumento da violência, principalmente em Bagdá. Segundo o Exército americano, a semana passada registrou o maior número de atentados com carros-bomba desde o início do ano na Capital.
A suspensão da brigada foi a primeira ação para combater possíveis ligações das forças de segurança com milícias. O comandante da unidade foi detido.
Os sunitas, minoritários, afirmam há tempos que a polícia, liderada por xiitas, está infiltrada e coopera com assassinatos. Segundo o porta-voz do Exército americano, major-general William Caldwell, “há claras evidências de que havia alguma cumplicidade em permitir que membros de esquadrões de morte se movimentassem livremente“.
Ontem, explosões e tiroteios mataram 34 pessoas. No pior ataque, bombas explodiram junto a lojas num bairro cristão de Bagdá, matando 12 e ferindo 56. Desde sábado, 21 soldados dos EUA morreram.