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PMDB de SP deve liberar filiados para dar apoio a Lula ou Alckmin

Folhapress
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São Paulo - O PMDB paulista deve liberar seus filiados para apoiar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República. Hoje, o partido vai se reunir para tomar posição oficial sobre o tema, mas integrantes já adiantam que a legenda está, mais uma vez, dividida. Orestes Quércia, presidente do diretório estadual, é visto no partido como um aliado do presidente Lula, ainda que essa posição nunca tenha sido declarada explicitamente por ele.

Durante sua campanha para o governo de São Paulo, Quércia foi bastante crítico quanto à administração tucana e mostrou afinidade com o petista e adversário Aloizio Mercadante durante um debate entre os candidatos a governador. Há uma ala do PMDB paulista, no entanto, que se alia ao presidente nacional da legenda, o deputado federal por São Paulo, Michel Temer, que já declarou apoio a Alckmin.

Tradicionalmente, Quércia tinha força política suficiente para valer sua posição dentro da legenda, mas sua derrota para o governo de São Paulo e o tamanho da bancada estadual, que se manteve minoritária na Assembléia Legislativa do Estado, teriam minado sua influência na legenda.

Outra questão de ordem ainda mais prática pode inclinar o PMDB para apoiar o tucano: o governo do Estado, que continuou como um “reduto” do PSDB nas mãos de José Serra. Segundo integrantes da legenda, é pouco provável que os prefeitos do interior paulista vinculados ao partido apóiem um candidato à Presidência contra o governador do Estado.

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