Internacional

Em 2 anos de conflito, crise no Iraque já matou 4 mil policiais

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Bagdá - Cerca de 4 mil policiais iraquianos morreram e mais de 8 mil se feriram nos últimos dois anos no Iraque, informou o Exército americano ontem. “Eles pagaram um alto preço”, afirmou o major-general americano Joseph Peterson. “No entanto, iraquianos continuam a se inscrever na polícia todos os dias”, acrescentou.

Segundo Peterson, os números incluem as vítimas desde setembro de 2004 até o momento atual. No início do ano, um porta-voz do Exército afirmou ao Congresso que 1.497 policiais iraquianos foram mortos e outros 3.256 feridos em 2005. No ano passado, policiais iraquianos se tornaram o principal alvo da insurgência, no lugar das tropas americanas.

Em entrevista à TV iraquiana, Peterson afirmou que forças policiais e o Ministério do Interior, que as supervisiona, ainda sofrem de problemas como corrupção e violência sectária.

No entanto, ele enumerou uma série de progressos recentes, como a decisão anunciada na semana passada pelo ministro do Interior, Jawad al Bolani, de suspender 700 membros de uma unidade policial por suspeita de participação no seqüestro e morte de trabalhadores sunitas de uma fábrica de processamento de carne em Bagdá. Segundo Peterson, o comandante do batalhão foi preso após o incidente.

Assassinatos cometidos por esquadrões da morte e ligados à violência sectária são a principal causa de mortes de iraquianos, segundo o Exército americano. Líderes sunitas acusam o governo xiita de ligação com os grupos criminosos.

Reciclagem

A polícia nacional deve passar por um novo treinamento para melhorar a qualidade das forças de segurança, agora que o objetivo de recrutar 188 mil soldados foi atingido, segundo Peterson.

A força foi criada para realizar tarefas paramilitares, e seus membros necessitam aprender a realizar tarefas básicas de policiamento. “Ela precisa ser reestruturada”, disse Peterson.

Segundo ele, resolver os problemas da polícia e restaurar a ordem em Bagdá e em todo o país deve levar tempo. “Isso é como tentar construir um avião em pleno vôo”, disse ele. “Às vezes, tenho a impressão que estabelecemos metas pouco realistas para nossos colegas iraquianos”, afirmou. “Nós treinamos alguns líderes competentes, mas não é algo tão simples”.

Comentários

Comentários