Polícia

Acusados de matar segurança de casa noturna são presos

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Após mais de dois meses de investigações, os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru conseguiram identificar os dois homens acusados de atirar nos seguranças Rafael Durval Souza, 24 anos, e Cléber Luiz Machado, 32 anos, em frente à casa noturna, que trabalhavam, localizada na quadra 20 da avenida Duque de Caxias. Eduardo Nascimento Dias, vulgo “boy”, e Oswaldo Pereira de Souza, ambos de 25 anos, foram identificados nas imagens gravadas pelo circuito interno da casa noturna.

O crime aconteceu na madrugada do dia 31 de agosto. Machado não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois. Já Rafael conseguiu sobreviver aos oito tiros que levou. A polícia suspeita que os dois indiciados pertençam à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Dias foi localizado pela polícia em sua residência, anteontem à noite, e recebeu voz de prisão. Já Oswaldo está preso desde o dia 26 de setembro no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São José do Rio Preto, no Interior do Estado. Ele foi pego em flagrante por roubo e porte ilegal de arma. A voz de prisão da DIG de Bauru seria enviada via fax para o CDP de São José do Rio Preto. Eles vão responder por homicídio qualificado pela morte de Cléber e por tentativa de homicídio, pelos disparos em Rafael.

Podem pegar entre 12 e 13 anos de prisão pelo homicídio e outros 12 ou 13 anos pela tentativa de homicídio. Mas no segundo caso, a pena poderá ser reduzida por 1/3 ou 2/3, dependendo da decisão do juiz.

A motivação do crime teria sido por vingança. Na mesma noite, os dois rapazes foram colocados para fora do baile pelos seguranças. O desentendimento teria sido por causa de uma mulher. Mais tarde, às 4h, a dupla voltou à casa noturna. Pouco antes da saída do baile houve uma briga generalizada no interior da casa noturna, obrigando os seguranças a intervir na confusão e a retirar algumas pessoas do estabelecimento. Passado o tumulto, a porta principal foi fechada e abriu-se outra na lateral para a saída dos freqüentadores.

Neste momento, dois desconhecidos teriam entrado no estabelecimento, se aproximado dos seguranças e efetuado os disparos, que teriam acertado Machado na cabeça e Souza no pulmão, na barriga e na perna.

Segundo o delegado da DIG, Ricardo Silva Dias, a maior probabilidade é de que os dois indivíduos estivessem armados. “Foram disparados pelo menos dez tiros de uma arma calibre 38, que só abriga seis balas. É quase impossível o indivíduo ter recarregado a arma durante a briga. Por isso, acreditamos que os dois estivessem armados”, explica o delegado.

Para chegar a identidade dos acusados, a ajuda da população através do disk denúncia 197 teve muita importância. “Já nas primeiras semanas após o crime, recebemos uma ligação dizendo que o autor era conhecido por ‘Oswaldo’, por exemplo. Esta pista foi importante”, diz o delegado.

Mais pessoas identificadas no vídeo serão ouvidas pela polícia para a conclusão do caso.

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