Política

Lixo hospitalar preocupa Emdurb

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 1 min

O lixo hospitalar de Bauru causa preocupação ao diretor de Limpeza Pública da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Rubens Sérgio Trentini Duque. Atualmente a Emdurb tem um acordo com o Ministério Público para utilizar a vala séptica como depósito de lixo hospitalar. A Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) não recomenda esse tipo de destinação ao lixo hospitalar, porque ele não é esterilizado.

O diretor da Emdurb reconhece que a forma ideal para destinar esse tipo de resíduo seria o autoclave ou a incineração. Mas ambos custam muito e nem a Emdurb, nem a Prefeitura têm condições de arcar com a despesa. O problema é que a vala séptica dura no máximo 45 dias, e cada vez que se enche, é coberta com cal virgem e terra, e uma nova vala é aberta.

Segundo Duque, a Emdurb está ciente do problema de falta de espaço para novas valas, e está providenciando estudos para buscar soluções ao problema. Outro problema é que o investimento em autoclave ou incineração fica caro. Para o autoclave, cujo processo consiste em desintoxicar o lixo hospitalar para misturá-lo ao orgânico no aterro, o investimento é de R$ 600 mil. “O autoclave e a incineração custam praticamente a mesma coisa. O problema é que nem a prefeitura, nem a Emdurb tem condições de investir”, frisou.

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