Economia & Negócios

Diminui verba para ronda escolar

Por Da Redação | Com Agência Estado
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A Secretaria de Estado da Segurança Pública pretende diminuir a previsão de gastos com a ronda escolar em todo o território paulista. Pela proposta orçamentária enviada pelo governador Cláudio Lembo (PFL) à Assembléia Legislativa (no último dia 29), há uma diminuição de R$ 347 mil.

A redução é baixa, apenas 4%, mas a medida pode comprometer a execução dos trabalhos. Em Bauru, 30 homens com nove viaturas patrulham 142 instituições de ensino, entre particulares, municipais e estaduais. Com menos dinheiro, aumenta a chance do serviço piorar, avaliam os entrevistados.

A polêmica envolvendo os investimentos nesse setor começou em novembro do ano passado. Na época, a peça orçamentária com as previsões para o exercício 2006 indicava redução de 26% nos recursos em relação ao ano anterior. Em 2005, o valor orçado estava em R$ 6.372.000,00.

Para 2006, eram apenas R$ 4.772.000,00. Mas deputados estaduais da Assembléia, responsáveis por aperfeiçoar o Orçamento, acabaram aprovando emendas que elevaram o montante para os atuais R$ 7.047.000,00.

A Secretaria da Segurança Pública, em nota, afirmou que o Orçamento previsto para 2007 à Polícia Militar é de R$ 4,8 bilhões, 17% a mais do que os R$ 4,1 bilhões em execução para este ano de 2006.

Portanto, segundo o órgão, a verba destinada à Ronda Escolar deve ser analisada dentro desse contexto, já que o programa recebe investimentos em compra de viaturas, coletes e armas.

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Planejamento

O programa Ronda Escolar, como todo o patrulhamento, também é elaborado de modo planejado. As escolas apresentam seus problemas e, a partir do diagnóstico, o efetivo estabelece suas ações, concretizadas por meio do cartão de prioridade e do estacionamento estratégico.

“Ele (patrulhamento) é focado onde precisa. Essas viaturas só atendem as ocorrências abrangidas pelo perímetro escolar”, explica o capitão Reginaldo de Souza Braga, coordenador operacional interino do 4º Batalhão de Policiamento Militar do Interior (4º BPMI). Ele ressalta que pelo menos uma vez por semana os policiais registram presença no livro da escola.

“Mas passamos mais de uma vez (por semana). Também elaboramos trabalhos preventivos”, explica o capitão. Braga cita os programas Gorro Amarelo, Jovens Construindo a Cidadania (JCC), o Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), Educação para o Trânsito e o Buscapé.

O empenho, no entanto, é ameaçado pelo corte previsto no orçamento, avalia Osvaldir Martins, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Noroeste/Oeste. “Vai diminuir o patrulhamento. Com o corte de recursos, vai ficar mais difícil fazer a manutenção das viaturas. A Polícia Militar já trabalha com sacrifício, vai ser pior ainda. Os crimes podem aumentar”, conclui.

Luciana La Fortezza

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