Os pais de um aluno de 7 anos, matriculado na 1ª série do ensino fundamental de uma das escolas estaduais de Bauru, denunciam que ele foi agredido no pátio da escola. A direção da instituição nega a ocorrência e atribui os ferimentos a uma queda acidental registrada fora da instituição.
Com marcas por todo o corpo, principalmente no rosto, a família afirma que a criança teria levado socos e pontapés de rapazes que não freqüentam as aulas no local. Segundo a mãe, Andreza Santana, o garoto ainda relatou ter visto os agressores aplicarem droga na veia e enrolarem papel para fumar.
O grupo ficaria pendurado no muro da instituição, que teria acionado a polícia duas vezes por conta da situação, conta a mãe do aluno. “É uma escola que vira e mexe tem problemas nas imediações. São abordados usuários de drogas”, comenta o capitão Valter Luís Sales Gonçalves, comandante da 4ª Companhia da PM.
De acordo com ele, não é a escola mais problemática da região. “Mas alguém tem que tomar uma providência, uma atitude de choque. Lá tem ocorrência todo dia”, comenta a avó da criança, Ângela Garcia Santana. Para a Diretora Regional de Ensino, Vera Nilce Jarussi de Sá, trata-se de um bairro difícil.
“É gente de fora da escola que entra para tomar o lanche e brigar. A Polícia Militar (PM) já está atrás. A Delegacia de Infância e Juventude (Diju) está nos orientando, mas a comunidade precisa nos ajudar. A gente morre (de tristeza ao presenciar casos como o da criança agredida)”, diz.
Ferido, o menino foi atendido no Pronto-Atendimento Infantil esubmetido a exames de corpo de delito, dizem os pais. “Até por psicólogo ele teve de passar. Foi um trauma. Ele não quer mais sair de casa”, relata Andreza. Os nomes da criança, da escola e da diretora da instituição foram preservados para evitar constrangimentos à vítima.
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Instituição nega
A diretora da escola nega que a criança tenha sido agredida dentro da instituição. De acordo com ela, a criança - junto com a irmã mais velha - teria ficado na escola até terminar o horário de reforço porque não haveria ninguém em casa. No meio tempo, ao correr fora da escola, o menino teria caído.
Para a diretora, o aluno adotou a versão da agressão porque a mãe seria brava. “Eu estive lá. Tentaram negar de todo jeito, depois admitiram. A inspetora até nos pediu desculpas”, conclui o pai Carlos Eduardo Paulino.