Ancara - Militares turcos acusaram ontem soldados armênios de terem disparado contra seu território dois dias antes, em meio à escalada de tensão entre os dois países.
O atrito é alimentado pela aprovação pela Assembléia Nacional da França, ontem, de um projeto de lei que torna crime negar o genocídio de 1,5 milhão de armênios pelos otomanos entre 1915 e 1923.
A Chancelaria turca deve investigar o incidente na fronteira, fechada desde 1993. A Turquia nega o genocídio e considera crime citá-lo.
Ontem, o escritor turco Orhan Pamuk, contemplado na véspera com o Nobel de Literatura e acusado por Ancara de “insultar a identidade turca” por ter criticado o genocídio, chamou de “erro” a lei francesa, afirmando que ela contraria “a tradição de pensamento liberal e crítico” do país.