Ser

Com licença...

Consultoria: Glorinha Braga Ortolan*
| Tempo de leitura: 4 min

O mercado de trabalho atual

A globalização, o Código de Defesa do Consumidor, a abertura econômica e o desemprego mudaram, drasticamente, o perfil do profissional.

A globalização, facilitando a comunicação, as informações e o deslocamento são algumas razões do surgimento do novo profissional, aquele que, com idéias próprias tenha condições de realizá-las.

O mercado de trabalho atual não mais aceita o profissional com verniz ou indicado pelo amigo, mas sim o profissional criativo e com coragem suficiente para enfrentar desafios. Aquele que acredita na sua capacidade e conhece o dinamismo profissional.

O Código de Defesa do Consumidor é outro motivo da mudança do comportamento empresarial. Não há mais lugar para enganações e mentiras. O consumidor está mais atento, já sabe se defender de atitudes que o desrespeitem. Já conhece os seus direitos. As empresas, conhecedoras do Código, procuram oferecer serviços e produtos de melhor qualidade.

A concorrência, ocasionada pela abertura econômica, também mudou o relacionamento entre a empresa e o cliente. Hoje, o que existe é uma parceria entre ambos, pois um não existe sem o outro.

A gama de serviços e produtos oferecidos é muito grande. Terá sucesso o profissional que conquistar o consumidor pela credibilidade, gentileza, sinceridade, preço, qualidade e atendimento.

A fidelidade do cliente, que deve ser o principal objetivo de qualquer empresa, será concretizada quando o profissional for ético e não pensar primeiro no cifrão ($). O lucro, resultado de um trabalho consciente, é a conseqüência da satisfação do cliente que foi bem atendido. É muito importante tratá-lo com um sorriso e procurar servi-lo, oferecendo informações e orientações corretas.

Para atender às necessidades do cliente, o profissional tem que conhecer muito bem o produto para responder, com segurança, a todas as suas solicitações. Atualmente, as compras são inteligentes, planejadas e objetivas. O cliente sabe o que procura. O consumidor ficou mais exigente.

O desemprego também concorre para a competitividade. Existe hoje um número maior de concorrentes pleiteando o mesmo cargo, em que a competência leva enorme vantagem. Essa competência faz dele o seu próprio “headhunter”.

O mercado atual é dinâmico e exige atualização de todos os seus membros. O profissional não pode se sentir suficientemente preparado para o cargo que ocupa. Apesar do seu talento e competência, há necessidade de sempre aprender, atualizando-se e abrindo horizontes para não agir com base somente nos seus conceitos, esquecendo-se que outras pessoas também têm os seus, que devem ser respeitados, e, muitas vezes, até seguidos como exemplo.

A empresa moderna é corporativa. Ela depende do profissional e o profissional depende dela. Cada pessoa é importante, formando um corpo único, obedecendo a regras iguais e comungando a mesma filosofia.

O sucesso do corporativismo está fundamentado na qualidade do seu capital humano, no relacionamento dos seus profissionais e na sua estrutura organizacional. O bom relacionamento é conseguido com a ajuda das boas maneiras.

É verdade que o objetivo de qualquer empresa seja a rentabilidade, o lucro imediato não é mais importante. Mas mais importantes são o fortalecimento da empresa e a fidelidade do cliente. O lucro é conseqüência de um trabalho responsável, feito com amor.

Uma empresa bem estruturada respeita e valoriza o ser humano, e, este, sentindo-se valorizado, sentirá orgulho em fazer parte da empresa. Em outras palavras “ele veste a camisa da empresa” de cabeça erguida.

A empresa moderna não mais vê o seu profissional como um número, mas sim como capital humano, que tem no peito um coração e não as engrenagens de uma máquina.

____________________

Tenho uma amiga que adora falar ao telefone. Às vezes estou muito ocupada, mas não sei como sair dessa situação. Como fazer? (Rita)

Resposta: Digo e repito: conhecemos a educação de uma pessoa também à distância, através da maneira como ela usa o telefone.

Realmente, é uma situação desagradável ficar ao telefone somente conversando coisas nem sempre importantes e tendo outras ocupações.

O melhor é ser sincera, logo que perceber que a conversa vai se estender muito e dizer que está muito atarefada e que no momento não pode ficar ao telefone.

Tenho um filho que após ler o jornal deixa-o em desordem, com as folhas esparramadas pela mesa. Já tentei várias vezes mostrar como se faz mas não adianta. Você tem alguma mágica para me ensinar? (Antônia)

Parabéns pela preocupação, pois um jornal deve ser deixado, depois de lido, corretamente dobrado, do mesmo jeito que o recebemos.

Tente deixar o jornal para ele ler da maneira que ele procede. Talvez ele sinta a diferença e perceba como é desagradável ficar procurando as páginas para compor o jornal.

Conte-me o resultado. Boa sorte.

____________________

* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania”

www.educacaoerequinte.com.br

Comentários

Comentários