Um grupo de funcionários da unidade de Bauru da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) esteve ontem na Câmara Municipal, em busca de apoio dos vereadores. Os funcionários alegam que estão sendo vítimas de falsas acusações, proferidas por internos, pais e funcionárias da entidade, afastadas dos cargos que ocupavam.
O ex-diretor da unidade Antonio Alfredo Costela Parras foi afastado do cargo no últim o dia 5 de outubro, depois das denúncias de torturas e maus-tratos aos internos. No entanto, os funcionários da unidade afirmam que essas práticas não existem. Em carta entregue aos vereadores, o grupo afirma que as denúncias foram feitas por funcionárias afastadas dos cargos que ocupavam, por incapacidade técnica ou que respondem a processos administrativos.
Para eles, além do caráter político da denúncia, há uma tentativa de vingança contra o ex-diretor, responsável pelo afastamento das funcionárias. “A denúncia prejudica a Febem e os funcionários que estão lá. Cria um clima de apreensão e gera desconforto, porque taxaram a unidade de Bauru como campo de concentração, o que não é verdade. A Febem de Bauru disputa o título de melhor do Estado com a unidade de São Vicente”, afirmam os funcionários, que não quiseram se identificar por temerem represálias.