Mesmo que Elton John o chame de “artista número 1 no mundo”, não é em todos os países que o cantor e compositor Robbie Williams alcançou o sucesso gigantesco que possui na Europa e Ásia – e deixou de ser confundido com o comediante Robin Williams. Com apenas uma apresentação no Brasil, Robbie mostra aos cariocas, hoje à noite, na Praça da Apoteose, o show da “Close Encounters World Tour”, que já soma mais de 50 espetáculos. A turnê ainda divulga o CD “Intensive Care”, que chegou às lojas no ano passado.
No Reino Unido, Williams é o artista mais premiado em atividade atualmente, com 18 Brit Awards, seis álbuns consecutivos no topo das paradas, mais de 51 milhões de discos e DVDs vendidos e com “Intensive Care” na primeira posição entre os mais vendidos em 18 países diferentes, no ano passado.
No momento, o cantor prepara o lançamento de seu novo disco, “Rudebox”, que já está disponível na Internet e deve chegar às lojas até o próximo mês. O sétimo álbum de estúdio de Williams tem colaborações de William Orbit, Pet Shop Boys – nas faixas “She’s Madonna” e “We’re the Pet Shop Boys” - e da cantora Lily Allen – em “Bongo Bong/Je Ne T’Aime Plus” e “Keep On”.
O primeiro single, “Rudebox”, foi lançado em setembro e tem sample da música Boops (Here to Go,” de Sly & Robbie. Apesar de ter alcançado o quarto lugar nas paradas inglesas e o topo em diversos países do mundo, a música foi chamada de “horrível” e “fracasso” pela imprensa britânica.
“‘Rudebox’ tem muitas coisas diferentes. Às vezes, ela parece uma ‘vibe’ entregue diretamente de uma espaçonave para o estúdio, em outras é uma garota bem safada dançando quase nua, e às vezes é um ‘soundsystem’ gigante”, comentou Williams sobre a música, em entrevista recente. O segundo single do disco, “Lovelight”, deve ser lançado na segunda semana de novembro.
Para aquecer a divulgação do disco, Williams canta duas músicas no MTV Video Music Awards Latin America amanhã, no México, na esperança de que a popularidade com os latinos sirva como mais uma porta de entrada para o artista nos Estados Unidos, onde seu brit-pop eletrônico nunca pegou.
O CD “Rudebox” também virou notícia há algumas semanas com a divulgação da música “The 90’s”, na qual Williams deixa claro como o Take That, grupo que integrou nos anos 1990, foi roubado por seu empresário, Nigel Martin-Smith. O cantor ainda lança neste ano o DVD “And Through It All – Live 1997-2007”, com performances em shows nos últimos dez anos, incluindo da “Close Encounters World Tour”.
Em apresentações anteriores da turnê, Williams vem apresentando um retrato amplo de sua carreira solo, baseado no disco “Intensive Care” (com as músicas “Tripping”, “Make Me Pure”, “Sin Sin Sin”, “Advertising Space” e “The Trouble With Me”), recheado com canções dos últimos álbuns, como “Radio”, de “Greatest Hits”, e “Feel” e “Monsoon”, de “Escapology”. Não ficam de fora sucessos como “Rock DJ”, “Millenium”, “No Regrets”, “Let Me Entertain You” e o hino “Angels”.
Mais informações sobre o show no site www.robbiewilliamsbrasil.com.br”.
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Carreira
O início da carreira artística de Robbie Williams ocorreu no grupo Take That, fundado em 1990 e que obteve grande sucesso mundial e recomeçou a onda das boy bands. Após diversos boatos de que o músico não se ajustava ao grupo, Williams partiu para a carreira solo em 1995 com a gravação de uma versão para “Freedom ‘90”, de George Michael.
Em 1997, após um período de recuperação do vício em drogas, o artista lançou a faixa “Old Before I Die”. No mesmo ano, chegou às lojas o disco “Life Thru a Lens”, com a canção “Angels”, que ficou na primeira posição das paradas durante 28 semanas.
“Angels” foi eleita a melhor música dos últimos 25 anos (da época) pelos ouvintes da BBC e recebeu um prêmio especial na 15.º edição do Brit Awards. “I’ve Been Expecting You”, seu segundo disco, estourou em vendas no Reino Unido. Contava com as canções “Strong”, “Millenium” e “No Regrets”. Em 2000, ele lançou o CD “Sing When You’re Winning” com a faixa “Rock DJ”, que ganhou repercussão pelo videoclipe em que Robbie, rodeado de mulheres, vai tirando a roupa até arrancar a própria pele. Seu dueto com a cantora Kylie Minogue, em “Kids”, ampliou mercado para o disco, que ainda estourou as faixas “Better Man”, “Supreme” e “The road to Mandalay”.
Em 2001, Williams deu uma guinada na carreira e gravou apenas standards do Rat Pack - Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr – em “Swing When You’re Winning”. Para o disco, ele conseguiu autorização da família de Sinatra para um dueto com o cantor, em “It Was a Very Good Year”. O disco conta ainda com participações de Nicole Kidman, da atriz Jane Horrocks e do ator Rupert Everett, entre outros.
Em 2002, chegou às lojas “Escapology”, com os sucessos “Feel”, “Come Undone” e “Sexed Up”, que estourou no Brasil ao entrar na trilha de uma novela da Rede Globo. Em 2004, seu primeiro “Greatest Hits” é lançado com duas faixas inéditas: “Radio” e “Misunderstood”.
No ano passado, Williams finalizou um disco que definiu como mais pessoal e elaborado e menos “para cima”, “Intensive Care”, que lançou os hits “Tripping”, “Advertising Space” e “Sin Sin Sin”.
Da Redação