Política

Uso de Regionais continua indefinido

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Quase um mês depois de desativar três sedes de Regionais Administrativas (Centro, Redentor e Independência), a Prefeitura de Bauru ainda não sabe o que fazer com os imóveis. Com exceção da estrutura do Centro, que foi cedida para a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e irá funcionar como fábrica de placas e semáforos, além de abrigar o setor de multas, as outras duas ainda não têm destino certo.

De acordo com o chefe de Gabinete, Paulo Canalli, a intenção da administração é resolver o que fazer com os prédios até o final do ano, mas até o momento ninguém sabe qual será o destino das regionais desativadas. “Ainda não dá para afirmar o que vai ser feito. Estamos estudando alternativas”, disse Canalli. O risco é o mesmo de outros tantos imóveis inativos espalhados pela cidade: que a ociosidade se torne um problema, virando chamariz de vândalos.

Canalli não descarta nem a possibilidade dos imóveis serem vendidos ou locados, com os recursos sendo revertidos para o fundo de infra-estrutura. Mas segundo ele, este seria o último recurso da administração. “Se no final não houver nenhuma utilidade para as áreas, podemos estudar abrir licitação para vender ou locar, para o fundo de infra-estrutura, para ajudar na pavimentação da cidade”, comentou.

O fato é que a prefeitura desativou as Regionais porque não estavam operando de acordo com o que se esperava. Remanejou servidores para as unidades que sobraram e diminuiu as atribuições da Secretaria Municipal das Administrações regionais (Sear), que na prática só existe para fabricar os bloquetes, que estão sendo utilizados para a pavimentação de ruas. Atualmente, são 145 servidores divididos em quatro regionais, uma distrital e a sede da Sear, no Palácio das Cerejeiras.

O principal problema, no entanto, é manter a estrutura de secretaria apenas para a fabricação de bloquetes, já que as regionais que sobraram não têm outra atribuição. A reportagem do Jornal da Cidade esteve em três regionais (Mary Dota, São Geraldo e Bela Vista) que foram mantidas para verificar a movimentação no local. Apenas na Regional São Geraldo havia alguma movimentação, mas porque um dos prédios foi cedido à Secretaria Municipal de Saúde para abrigar a Unidade Básica de Saúde do bairro enquanto o prédio da UBS é reformado.

Na Câmara Municipal, a função da Sear já estava sendo questionada há vários meses. Na avaliação de parlamentares, inclusive da bancada de situação, a pasta não tem mais razão de ser e é um “desperdício” manter a estrutura junto ao primeiro escalão. A proposta, até agora não admitida pelo Executivo, é de que as Regionais Administrativas funcionem como departamentos da pasta de Obras, com a fusão da Sear à primeira.

Enquanto as sugestões não saem do papel, o município mantém uma secretaria com 16 cargos comissionados, sem que ela exerça as funções de uma Secretaria de fato.

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