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Filho de Piquet e sobrinho de Senna se encontram em Interlagos

Folhapress
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São Paulo - Além do propalado duelo final entre Alonso e Schumacher, Interlagos assistiu à promessa de um confronto brasileiro que, na melhor das hipóteses, só acontecerá em 2008. Nelson Ângelo Piquet, 21 anos, e Bruno Senna, 23 anos, conversaram ontem diante do box ferrarista durante dez minutos, o suficiente para terem holofotes enquanto as maiores dinastias do automobilismo nacional não revivem a rivalidade que dividiu o País.

O filho do tricampeão Nelson desfilou pela primeira vez em Interlagos trajado como piloto de testes da Renault, cargo que ocupará em 2007. Já o sobrinho de Ayrton fez campanha usando um boné azul, marca célebre do tio, credencial de convidado da Williams, camisa da Raikkonen-Robertson Racing, de posse do finlandês da McLaren. E o braço esquerdo imobilizado. “Foi uma tendinite, causada por esforço repetido na F-3 inglesa”, explicou Bruno a Nelsinho, que compreendeu o infortúnio: “Mas, também, o volante lá é uma bosta”.

O tom amistoso foi a marca da conversa. Não demorou muito para que repórteres nacionais, fotógrafos internacionais e até a equipe de TV Al-Jazeera, do Qatar, cercassem os dois jovens pilotos. “Acho que deve levar um ou dois anos para que eu chegue à F-1”, disse Bruno, antes de se despedir. O sobrinho de Senna tem como meta para 2007 disputar a GP2, último degrau antes da F-1, mas ainda não tem equipe.

O sobrinho de Senna falou até da resistência da família à sua carreira, o que se explica pelo trauma da morte de Ayrton no GP de San Marino, em 1994. “Meus avós já estão acostumados com a idéia de me ver como piloto.”

Já na realidade da F-1, Nelsinho falou de seu relacionamento com o finlandês Heikki Kovalainen, titular da Renault em 2007. “Já corri contra ele, temos em comum o fato de nós dois querermos ser campeões mundiais.”

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