Tribuna do Leitor

Carta aos pensadores


| Tempo de leitura: 2 min

Senhores leitores, venho por meio desta manifestar enormes descontentamentos e apontamentos acerca da realidade política nacional brasileira, a qual parece estar presa e amarrada a uma pedra, que fora lançada num mar de lama e imoralidades, as mais absurdas possíveis. Durante o amadurecimento de minhas idéias fiquei perplexo, diante de um tempo de subversão de valores, em que certas palavras tomam sentido oposto na boca de alguns estúpidos e disseminadores de sua ignorância maior. Cabe nesta ocasião refletir sobre a capacidade de formulação de idéias dos estúpidos a que me refiro (risos). Porque essas palavras pertencem a um “dicionário” formulado por pensadores, porém, não compreendido por algumas bestas na sua autenticidade, consciente ou inconscientemente.

Os valores e a filosofia democrática possuem um fim, o qual não se respeita nem ao menos se pratica. Os interesses são pessoais e não nacionais. Fala-se em democracia, mas as bases do atual pensamento politiqueiro são ditatoriais. Ora, senhores, ser ditador é um pecado, mas ser um falso democrata são dois pecados: a tirania e a mentira. É impressionante como os argumentos são construídos para justificar uma política dos mais baixos instintos. O regime democrático encontra-se, a meu ver, cada vez mais ameaçado por alguns senhores, que não são dignos de minha honesta confiança. O Congresso me parece mais uma burocracia cara que temos de sustentar financeiramente. O mesmo atribuo ao Judiciário. E os juristas que me perdoem, mas estes devem se preocupar com seu lugar ao céu. O mesmo digo a todos que compactuam com mais esta edição pachola da política brasileira. Quanto custou a governabilidade? Talvez alguns partidos possam responder a essa pergunta. Só não sei se a resposta virá em reais ou dólares.

Ferem a legalidade e a moralidade sem nenhum peso na consciência. Invadem a vida privada dos cidadãos sem nenhum respeito à honra familiar. É curioso como propagandismo moderno carrega em si anacronismos populistas, infelizmente digeridos por alguns idiotas, que ainda não se deram conta de sua ignorância e continuam disseminando-a pelo país. A desonestidade está cada vez mais presente no cotidiano do público, e também do privado. E como dizia Rui Barbosa: de tanto presenciar fatos corruptos, fica o cidadão com vergonha de ser honesto.

Alguns desocupados perdem seu tempo pensando sobre os problemas existenciais da nação. Pois bem, a democracia entendida como prática de relações morais e inter-pessoais de espírito público para o bem maior da nação não deve ser defendida somente pelo seu significado, mas deve ela ser executada na boa fé, na honradez, na disciplina e no exercício ético da vida pública, como dizia Carlos Lacerda, em suas ilustres palavras, estas, de sentido único. "Acusam-me, agridam-me, chamam-me conservador. Aos meus inimigos, desejo os mais terríveis pesadelos em suas consciências amarradas na imoralidade."

Pedro Moraes Trentini - 22 anos - RG 42.020.145-2

Comentários

Comentários