Politicando

Repórter e o poder


| Tempo de leitura: 1 min

Ricardo Kotscho atingiu a notoriedade por suas matérias corajosas sobre os abusos do poder, em plena ditadura militar e com o Ato Institucional nº 5 ainda em vigor. Graças as questões emblemáticas que ele levantou o adjetivo “mordomia” foi para o vocabulário político.

No seu livro “Uma vida de repórter: do golpe ao Planalto” o jornalista conta: “Num só dia o governador do Distrito Federal, Elmo Serejo Farias, nomeado pelos militares, comprou de uma mesma firma 6.825 pães e 280 litros de leite. Desgostoso com a decoração que encontrou em seu apartamento funcional, um alto funcionário do Ministério da Saúde mandou buscar um home-stylist em São Paulo e trocou toda a mobília”.

Esses e outros casos de mordomia, como o do ministro Arnaldo Prieto que devorava mais de 4 toneladas de carne por semana, foram publicados no Estadão” por Kotscho e causaram grande impacto na sociedade. O próprio jornalista reconhece que ninguém foi punido, ninguém perdeu esses privilégios que foram passando dos governos militares para os civis e sobrevivendo a qualquer tentativa de acabar com a impunidade e os donos do poder.

Contada por Zarcillo Barbosa

Comentários

Comentários