Política

Governos de Geraldo Alckmin e Lula seriam equivalentes, afirma Magnoli

Marcelo de Souza
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Para o sociólogo e historiador Demétrio Magnoli, um eventual segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e um possível mandato de Geraldo Alckmin (PSDB), seriam equivalentes em diversos aspectos, sobretudo no que se refere a economia e política.

Segundo Magnoli, um segundo mandato de Lula será marcado pela continuidade, com “atentados” ou “tentativas de atentados” do lulismo contra as instituições democráticas. “O mensalão foi isso. É errado você reduzir o problema do mensalão à questão da corrupção. A corrupção foi um meio, para atingir um fim, que é a desmoralização do Poder Legislativo e sua subordinação ao Executivo”, citou.

Ao mesmo tempo que confirma a continuidade desses “atentados” lulistas às instituições, Magnoli afirma que o presidente, se reeleito, vai tentar fazer algumas reformas de “conteúdo explosivo”, do ponto de vista social, como a reforma trabalhista, segundo o sociólogo, com a redução de direitos trabalhistas. “Isso certamente vai gerar atritos entre Lula e sua base sindical”, disse.

Caixa preta

Com referência a um possível governo de Geraldo Alckmin, o sociólogo afirmou ser impossível vislumbrar como seria, porque o candidato não apresentou, segundo ele, uma plataforma política própria. “O governo Alckmin seria uma caixa preta, porque ele não apresentou essa plataforma política”, destacou.

De acordo com Magnoli, se a plataforma política de Alckmin se resumir à continuidade do governo Lula, sem a corrupção, seria um desastre. “Dar continuidade ao governo Lula seria entrar em choque com a maioria da população do Centro-Sul do Brasil, sem ter o apoio da CUT, sem ter o apoio do MST, sem ter o apoio das organizações e movimentos sociais, que sustentaram o governo Lula neste período. Acho muito difícil vizualizar o governo Alckmin”, ressaltou.

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