Cultura

Alunos criam maquete de prédio tombado

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

Documentar os prédios tombados e demonstrar a relevância arquitetônica e cultural desse patrimônio. Esses são os objetivos dos cerca de 30 estudantes de arquitetura da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que visitaram ontem a Igreja Santa Terezinha e a Estação Central Noroeste do Brasil. Coordenados pela professora Rosio Fernández Baca Salcedo, os jovens realizaram um trabalho de prospecção para verificar as cores originais do prédio e montar as respectivas maquetes.

O trabalho integra o projeto de extensão “Documentação e Proposta de Diretrizes para Salvaguarda do Patrimônio Arquitetônico e Urbano na cidade de Bauru”, realizado pela Unesp em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. “Iniciamos a parceria em 2005, quando a então estudante Heloísa Aguiar Siqueira elaborou as plantas de dez prédios tombados pelo Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru)”, contou Salcedo.

Neste ano, o projeto envolveu a disciplina de Técnicas e Prospectivas e contou com a atuação dos estudantes do quarto ano do curso de arquitetura. Com as plantas prontas, os alunos estão produzindo as maquetes. Para isso, eles visitaram ontem a Igreja Santa Terezinha e a Estação Central da Noroeste do Brasil. Os alunos ainda devem analisar o Automóvel Club, o Quartel da Polícia Militar, a Casa do Superintendente da Noroeste, o Palácio das Cerejeiras, a Igreja Nossa Senhora das Dores, o Edifício Brasil-Portugal, a Casa Pagani e a Casa Savastano.

“Pretendemos terminar as maquetes até o final de novembro. Depois faremos uma exposição na Unesp e doaremos as maquetes à Secretaria Municipal de Cultura”, afirmou Salcedo. O trabalho dos estudantes é acompanhado pelo presidente do Codepac, Henrique Perazzi de Aquino, que comemora. “Estamos radiantes com os resultados e pretendemos que esta parceria se estenda por mais anos. Afinal, foram apenas dez prédios e temos atualmente 40 bens tombados”, colocou Aquino.

Segundo ele, as maquetes são uma forma de conscientizar a população sobre a importância dos bens tombados. “Muitas pessoas não têm conhecimento dos prédios que já foram tombados. Com as maquetes, eles ficarão ainda mais visíveis. Isso facilitará a compreensão e a própria conservação dos mesmos”, disse.

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