Entrelinhas

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Da Redação
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• Os ‘obstáculos’

A dificuldade para a negociação da dívida de R$ 80 milhões entre a Prefeitura de Bauru e a Funprev não está na cifra, no prazo e nem nos juros para o parcelamento. O maior obstáculo está na transferência dos aposentados mais antigos, que ficaram com a prefeitura, para a fundação e, sobretudo, os iminentes, aqueles que já reúnem condições de se aposentar e ainda estão trabalhando.

• Atrás dos dados

Sem essas informações em mãos é praticamente impossível algum técnico ou especialista em sistema previdenciário dizer se o caixa da fundação municipal terá condições de suportar as despesas e, com isso, o futuro de milhares de servidores ao longo dos próximos anos. O próprio prefeito Tuga Angerami já reconheceu que sem dados seguros não há como saber como ficará a questão, o chamado cálculo atuarial.

• Sambódromo

O JC já publicou matéria, há alguns meses, dando conta de que a área onde está instalada o Sambódromo, assim como alguns terrenos adjacentes, é da Cohab-Bauru e não da prefeitura, como muitos imaginam. É que a obra de instalação do Sambódromo, realizada durante o governo Izzo Filho, não veio acompanhada do pagamento da área. Com isso, a Cohab foi à Justiça para receber pela sua propriedade e, é claro, ganhou.

• Acerto de contas

Agora, a presidência da Cohab tenta reunir todos os créditos que têm com a Prefeitura de Bauru para buscar o tão esperado encontro de contas. Pelos cálculos não oficiais de Gasparini Júnior, a Cohab teria em torno de R$ 3 milhões a receber por desapropriações, mas também estaria devendo pelo menos R$ 700 mil de vale-compra e mais R$ 1,3 milhão de IPTU do passado. Como o saldo final lhe é positivo, o presidente da companhia tem pressa na negociação. Mas ele já sabe que o patrão, o prefeito, não tem como pagar.

• Em busca do sal

Ontem, em várias repartições municipais, o espírito já era de feriado. Com o ponto facultativo da sexta-feira pós-Finados garantido, o setor mais procurado em várias pastas foi o de RH. Eram servidores interessados em preencher o formulário de abono, a falta permitida por cinco vezes ao ano com a aprovação da chefia imediata. O destino mais esperado dos servidores é o litoral.

• Nos camarins

Dos bastidores da área de Cultura da prefeitura circula que o titular da pasta, José Augusto Vinagre, não estaria agradando muito ao chefe do Palácio das Cerejeiras. Criticado por vereadores por repetidas vezes em razão de sua gestão, Vinagre também não estaria demonstrado muito jeito para lidar com a gestão financeira da pasta.

• Gordura excessiva

O recadastramento de todos os servidores ativos da Prefeitura de Bauru, cuja tabulação e relatórios estão previstos para ser concluídos até o final do primeiro semestre de 2007, vai confirmar que a Secretaria de Administração continua pagando por benefícios que não deveria, gerando gordura na folha de pessoal mensal. Tem de tudo, mas os maiores problemas estão na inclusão e manutenção de benefícios. Tem gente que recebe insalubridade há 12 anos e trabalha há alguns deles em local tranqüilo, limpo, sem risco algum.

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