Os principais aeroportos do Brasil passam por uma crise. Há cinco dias eles enfrentam atrasos seguidos tanto nos pousos quanto nas decolagens de aviões em todo o País por causa das alterações no sistema de trabalho dos controladores de vôo. Como conseqüência, alguns vôos provenientes de São Paulo, com destino a Bauru, chegaram a decolar duas horas depois do tempo inicialmente previsto.
De acordo com a empresa de transporte aéreo Pantanal, que em São Paulo concentra seus vôos no aeroporto de Congonhas, pelo menos um dos quatro vôos diários da empresa que saem da Capital com destino a Bauru, chegaram a esperar duas horas para decolar.
No entanto, segundo a empresa, os atrasos não têm interferido nas decolagens provenientes de Bauru, que é escala da maioria dos vôos que partem de Araçatuba com destino a São Paulo. De acordo com a Pantanal não houve redução no número de vôos e a média de passageiros continua inalterada, mesmo depois dos atrasos.
Segundo a empresa aérea Air Minas, que opera os vôos com destino a Bauru a partir do aeroporto internacional de Guarulhos, até ontem, os atrasos ainda não haviam afetado a atuação da empresa. De acordo com a Air Minas, os principais problemas estariam ocorrendo no aeroporto de Congonhas, localizado na área central da cidade de São Paulo.
No entanto, segundo a assessoria de imprensa da empresa que administra os aeroportos do Brasil, a Infraero, a crise é globalizada e atinge todos os aeroportos do País, refletindo inclusive nas operações realizadas em Bauru. A empresa informou ainda que ocorreram atrasos ontem de no mínimo 30 minutos e de até duas horas nos vôos que partiram de Guarulhos.
A assessoria de imprensa do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) afirma que em todos os aeroportos do Interior do Estado sob sua responsabilidade, incluindo os de Bauru, não ocorreram problemas de atraso, já que o tráfego aéreo é reduzido, diferente do que acontece em São Paulo e nas principais capitais.
O principal motivo para os atrasos seriam novos procedimentos de vôo adotados pela a Aeronáutica em Brasília após a queda do boing daGol do vôo 1907, em setembro. No entanto, Aeronáutica nega a operação e afirma que os problemas são causados pelo gerenciamento do tráfego aéreo, mesmo admitindo a falta de operadores na Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1), com sede em Brasília, que teve oito controladores afastados após o desastre com o avião da Gol que vitimou 154 pessoas.
A infraero, não precisou o número exato de controladores de tráfego aéreo que trabalham em Bauru. No entanto, afirmou que não existem problemas na região. Segundo o órgão, os profissionais trabalham em dupla, com esquema de revezamento e turno de seis horas diárias.