Polícia

Uma das vítimas da dupla tentativa de homicídio no N. Fortunato recebe alta

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Um dia depois de ter sido atingido na cabeça por dois tiros durante uma tentativa de homicídio no bairro Fortunado Rocha Lima, o servente de pedreiro Marcos Medrade de Carvalho, de 28 anos, recebeu alta médica e, na tarde ontem, já se encontrava em casa. No entanto o amigo dele, Luciano Pereira, de 31 anos, que também foi atingido durante a confusão, permanecia internado, em observação, no Hospital de Base.

De acordo com o pai de Marcos, Arnaldo Medrade de Carvalho, de 49 anos, o filho, que foi atingido por uma bala na boca e por outra que atravessou sua orelha e se alojou também na sua boca, foi liberado pelos médicos por não correr nenhum risco de morte. Já Luciano, colega de Marcos que estava no local do crime, foi atingido por um tiro na região da clavícula e permanecia no hospital até o fechamento da edição, devido a uma complicação decorrente da perfuração do seu pulmão.

De acordo com o registrado pela polícia, toda a confusão teria acontecido devido a um desentendimento familiar. A ex-mulher de Marcos teria agredido o filho do casal. Por esse motivo, na tarde de anteontem, por volta das 18h, ambos, que atualmente estão separados, teriam se desentendido, chegando até mesmo a ocorrerem agressões leves na casa de Marcos, localizada na quadra 3 da rua José Stafussi, no Fortunato Rocha Lima.

A mulher teria relatado o fato ao seu novo companheiro, Marceliano de Oliveira Mathias, de 19 anos, apontado como o autor dos disparos que feriram Marcos e Luciano. O rapaz, indignado com o fato, teria se deslocado até a casa de Marcos para tomar satisfação a respeito da suposta agressão sofrida por sua mulher. De acordo com a polícia, Marceliano, revoltado com a situação, teria efetuado disparos na direção de Marcos e Luciano, ferindo os dois. Em seguida, seguida teria fugido do local.

Até o fechamento da edição, Marceliano e sua mulher não foram encontrados pela polícia. Segundo o delegado do 1.º Distrito Policial, Dernival Mauro Inforzato, que investiga o caso, o acusado irá responder a inquérito por homicídio, cuja pena varia de 12 a 30 anos de reclusão. No entanto, como nenhuma das vítimas morreram ela pode ser reduzida de um a dois terços.

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