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Governo toma medidas contra crise aérea

Folhapress
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Brasília - O governo federal anunciou ontem medidas para conter a crise no tráfego aéreo e reduzir os atrasos nos vôos, mas admitiu não ter garantias de que a situação se normalize para o feriado prolongado de Finados (2 de novembro).

“Estamos trabalhando para uma solução mais rápida possível”, disse o ministro da Defesa, Waldir Pires, após reunião no Palácio do Planalto, que contou, também, com o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre as medidas previstas para minimizar os transtornos estão o remanejamento de rotas - com o objetivo de evitar o espaço aéreo de Brasília - e a restrição de vôos de aeronaves pequenas durante os horários de pico.

O ministro da Defesa “convidou” controladores aposentados a auxiliar nos radares e, na próxima segunda-feira, será lançado um edital de concurso público para a contratação de controladores civis, com previsão de 64 vagas. Segundo Pires, as medidas devem “repor, gradativamente, a eficiência da aviação civil no país”.

O ministro confirma que o quadro está “difícil”, mas diz esperar “redução dos atrasos” nos próximos dias. Os passageiros enfrentam atrasos de duas horas, em média, nos principais aeroportos do País desde a última sexta-feira, quando controladores de tráfego aéreo colocaram em prática a chamada operação-padrão.

A Aeronáutica, que nega a operação, diz que os problemas são conseqüência do controle de fluxo aéreo e admite que a região controlada pelo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1), com sede em Brasília, está desfalcada após o afastamento de oito controladores que estavam de plantão no dia 29 de setembro, quando caiu o Boeing da Gol.

Reuniões

Além da reunião com integrantes do governo, o ministro da Defesa conversou, por aproximadamente duas horas, com controladores de tráfego aéreo. Ele afirmou que os profissionais não apresentaram reivindicações, mas que o governo está disposto a analisar aumentos salariais ou em relação à jornada de trabalho.

Para o ministro, a queda do Boeing da Gol - que causou a morte dos 154 ocupantes do avião- causou uma situação de “tensão” nos controladores. Com as conversas e medidas, Pires disse esperar que os controladores possam “colaborar mais”. “A situação não é de garra no trabalho”, afirmou. Sem admitir a existência da operação-padrão, o ministro afirma que a situação será controlada “na medida em que (os controladores) cumpram todos os passos”.

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