Política

Para Torquato, Alckmin não soube defender idéias

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de uma eleição, os derrotados sempre procuram culpados pela derrota. No caso do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, o maior culpado foi ele mesmo. Esta é a avaliação do jornalista, consultor de marketing político e professor da Universidade de São Paulo, Gaudêncio Torquato. Para ele, o candidato tucano errou em vários aspectos de sua campanha. “Ele deveria ter defendido a idéia de um Estado menor, sem tropas partidárias de ocupação, sem gorduras, sem espetacularização, eficaz e produtivo”, disse.

Outro erro de Alckmin foi não ter apostado no sucesso das privatizações, feitas durante o governo Fernando Henrique Cardoso, que foram utilizadas como arma do presidente Lula contra os tucanos. Para Torquato, se Alckmin tivesse defendido a idéia de que a privatização fez bem para a economia do País, poderia ter se saído melhor nas urnas. “Ele errou ao não dizer que a privatização das telecomunicações fez o País abrir os caminhos da modernização, sendo hoje exemplo da comunicação rápida, acessível e abrangente, bastando anotar o número de celulares, quase 96 milhões”, salientou.

Torquato também comentou o fato do candidato tucano não ter explorado sequer o sucesso comercial da Vale do Rio Doce, mostrando que a privatização aumentou a capacidade de produção de 82 milhões de toneladas de minério de ferro para um volume estimado em 270 milhões de toneladas, fazendo a empresa atuar em 21 países quando, como estatal, estava apenas em cinco. “Com a compra da INCO, mineradora canadense de níquel, a Vale tornou-se a segunda maior mineradora do mundo”, frisou.

O erro de Geraldo Alckmin, de acordo com Torquato, foi não demonstrar maior conhecimento da realidade nacional, com exposição densa de propostas para a Previdência, saúde, segurança pública, emprego e renda, crescimento do PIB, indo além da intenção consubstanciada nas expressões “vamos melhorar, vamos expandir, vamos investir pesado”.

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