Regional

Faltam imóveis para locação em Iacanga

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Iacanga - O setor imobiliário na cidade de Iacanga (a 50 quilômetros de Bauru) passa por uma revolução. Desde o ano passado, os imóveis da cidade estão sendo valorizados dia a dia. As propriedades rurais, urbanas e as locações dobraram de preço. O motivo principal da majoração nos valores é a chegada de uma usina e a expectativa da chegada de 500 funcionários em 2007.

Quem tem casa para alugar é quem está dando as cartas, avisa o proprietário da única imobiliária da cidade, Irauê Caldas da Silveira Bello. “É a lei da oferta e procura. Como há poucos imóveis para locação, os proprietários estão fazendo o preço dobrar.”

Uma casa média, com dois quartos e edícula e bem localizada, que antes custava R$ 250,00 mensais, hoje é alugada pelo dobro. A alta, neste caso específico, adverte o corretor, é temporária. “Há diferença entre alugar o imóvel para um empreiteiro de obras e para uma família, isso tem que ficar claro para o locatário.” O prazo da locação varia conforme o perfil do locador, ressalta Bello. “O contrato com os empreiteiros é feito por 12 meses. Para uma família é de no mínimo três anos.”

A imobiliária tem aproximadamente 100 residências alugadas. “Precisaria ter pelo menos mais 50”, afirma Bello. O tipo de imóvel para alugar varia, segundo o corretor. Há procura por casas pequenas e baratas e por residências de grandes dimensões.

Apesar da procura, a valorização dos imóveis residenciais para venda ainda não atingiu o esperado pelo corretor. “O valor pedido para venda ainda é o mesmo do ano passado. Uma residência média, bem localizada, com dois ou três quartos continua sendo vendida por R$ 60 mil a R$ 80 mil, dependendo do acabamento”, explica.

A chegada da usina impulsionou também a valorização dos terrenos urbanos, graças à demanda. O corretor festeja dizendo que o negócio melhorou. “Não tenho um levantamento dos negócios fechados antes da vinda da usina, mas com certeza fechar negócios está mais fácil e a procura dobrou”, conta.

Bello frisa que na área urbana ainda há cerca de 50 áreas a serem comercializadas, o que avalia como suficiente para atender a demanda. Em geral, os terrenos medem de 400 a 500 metros quadrados. “O preço deu um salto. Os que custavam R$ 8.000,00 passaram para R$ 12 mil, os de R$ 12 mil saltaram para R$ 15 mil. Aqueles que estão no Centro da cidade chegam a custar até R$ 20 mil”, enumera.

Já um alqueire de terra na área rural de Iacanga, que tinha valor estimado em cerca de R$ 15 mil até o ano passado, passou a custar até R$ 40 mil, ressalta o corretor. “As chácaras, sítios e fazendas foram supervalorizadas em um ano”. A primeira valorização aconteceu, segundo Irauê Bello, graças às exportações de produtos agrícolas. No meio deste ano, a confirmação da usina no município e o início das obras deram novo impulso ao valor do alqueire. “Essa mesma terra vale atualmente de R$ 30 mil a R$ 40 mil o alqueire, dobrou o preço”, observa.

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