Internacional

Países pedem nova política a Congresso norte-americano

Folhapress
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Nova York - Nem todos os governantes ou instituições oficiais reagiram de forma tão agressiva à derrota do presidente George W. Bush quanto a bancada socialista no Parlamento Europeu, para a qual os eleitores americanos “puseram fim a um pesadelo de oito anos”.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que Bush “levou uma surra” por exercer o governo “de maneira verdadeiramente selvagem”.

As reações foram em geral mais moderadas, ou ao menos com palavras mais comedidas. O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, apelou ao novo Congresso americano para que se esforce para tirar as negociações comerciais de Doha do impasse. Disse que pretende trabalhar “de maneira construtiva” com os congressistas.

Em Roma, o primeiro-ministro, Romano Prodi, disse que o resultado insatisfatório para Bush se justificava “fundamentalmente” pela oposição dos americanos à Guerra do Iraque. A Itália chegou a participar dela, sob o governo anterior, de Sílvio Berlusconi, mas retirou seus militares de campo.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Tony Blair não se pronunciou. Mas um de seus adversários de dentro do Partido Trabalhista, John McDonnell, disse ter sido uma lição quanto à política americana no Iraque. “Além de atingir Bush, as eleições americanas deixaram Blair isolado na comunidade internacional”.

O presidente francês, Jacques Chirac, ficou calado. Mas um deputado próximo dele, François Fillon, declarou estar feliz por testemunhar a diplomacia americana sendo criticada pelos próprios americanos, “porque ela é de má qualidade”.

Na Dinamarca, quem falou foi o primeiro-ministro, Anders Fogh Rasmussen. “Espero que o presidente e o Congresso, sob essas novas condições, cheguem a uma solução com relação ao Iraque e ao Afeganistão.”

O PSOE, partido do premiê José Luis Zapatero, saudou as eleições e disse que seu resultado “ajudará a mudar os rumos da diplomacia dos EUA”. A chanceler alemã, Angela Merkel, não se pronunciou. Mas Karsten Voigt, das relações franco-alemãs na chancelaria, desejou maior entendimento com os Europeus.

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