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Grupo faz arrastão em condomínio de Moema

Folhapress
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São Paulo - Um grupo com cinco homens armados fez pelo menos dez pessoas reféns por cerca de duas horas num arrastão em um prédio residencial de Moema, bairro nobre da zona sul de São Paulo, na noite de anteontem. Os ladrões fugiram. Foi o 14.º assalto a prédios residenciais em São Paulo neste ano. Em 2005, foram 32. Ao lado de Campo Belo, Moema é, segundo a polícia, o bairro predileto dos autores de arrastões. Em ambos os casos, a explicação se deve, conforme apontam os policiais, à predominância de edifícios de luxo. A invasão ocorreu às 20h10 no Verona, edifício com 54 apartamentos e 13 andares no número 1.170 da alameda dos Nhambiquaras. Depois de duas horas de ação, os criminosos levaram bolsas, celulares, cartões de crédito, talões de cheque e dinheiro - a polícia fala em R$ 1.800,00 mas uma moradora relatou à reportagem prejuízo maior. Bem vestidos, sem capuzes e com idades por volta de 20 anos, os ladrões entraram no prédio depois de renderem José Feitosa, o zelador. Um dos criminosos anunciou na portaria procurar por Bruna, filha adolescente do zelador. Como a filha estava na escola, Feitosa atendeu. Foi, então, dominado. Prédio invadido, o passo seguinte foi atacar os apartamentos. O primeiro foi o da professora universitária Joana (nome fictício), 45 anos. Moradora do segundo andar, ela viu os criminosos, de modo violento, revirarem a casa atrás de jóias e dinheiro. Ela disse ter sido roubada em cerca de R$ 2 mil. Trancados

Armados com revólveres calibre 38 e pistolas, os ladrões levaram Joana e uma amiga para o salão de festas. Depois, passaram a abordar os moradores que chegavam ao prédio. Vigiados por dois ladrões, eram obrigados a dar a chave do apartamento para que outros três criminosos o saqueassem. “Eles dispensavam cartões de crédito e jogavam as carteiras no chão. Queriam dinheiro”, disse Joana. Os celulares foram roubados, pois os ladrões temiam que, após a fuga, as vítimas avisassem a polícia. Alguns moradores tiveram o chip do celular roubado, para impossibilitar ligações. Depois de trancar as vítimas no salão de festas, os ladrões fugiram por volta de 22h10, num Celta vermelho de um dos moradores. O carro estava estacionado próximo à saída, para facilitar a fuga. Minutos depois, um morador pulou a janela do banheiro do salão de festas e conseguiu informar a polícia e soltar os vizinhos. O fato de agirem sem capuz, de os criminosos serem jovens e de o prédio roubado não ser de luxo leva a polícia a avaliar que os ladrões eram amadores. Não há pistas deles, porém. Um inquérito foi aberto, no 27.º Distrito Policial (Campo Belo), para investigar o caso. De acordo com a polícia, a fita do circuito interno de segurança do prédio será examinada para identificar os ladrões. Cinco vítimas foram ouvidas ontem, entre elas o zelador. A polícia fará os retratos falados dos assaltantes. ()

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