Bairros

Área da ETE passa por estudo arqueológico

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A busca por fósseis, artefatos e até monumentos de povos antigos não poupou nem a área onde será instalada a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no Núcleo Habitacional Gasparini. Na última sexta-feira, um levantamento arqueológico (ainda em andamento) foi iniciado.

A contratação de um arqueólogo para percorrer a região é um procedimento de rotina desde 2003, informa a assessoria de imprensa do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Conforme o JC já divulgou, o órgão espera concluir a obra até o final do próximo ano, quando cerca de 30 mil pessoas serão atendidas como o funcionamento da estação.

Segundo o DAE, não levará muito tempo até que relatório de impacto ambiental seja concluído. O levantamento é uma exigência da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo para que a obras seja iniciadas. Neste caso, a assessoria de imprensa da secretaria confirma a necessidade da contratação de serviço arqueológico (assim como no caso no relatório de avaliação preliminar, também solicitado por empresas).

A conclusão do trabalho de arqueologia iniciado em Bauru na semana passada será encaminhada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) caso sejam encontrados indícios de que a área disponha de restos de culturas antigas.

Também neste caso, a obra deverá ser suspensa até que o instituto faça um plano de resgate e autorize a continuidade da instalação da ETE, informa a assessoria de imprensa da Secretaria do Meio Ambiente.

Por enquanto, não há informações da coleta ou identificação de materiais significativos no local. No entanto, de acordo com o vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), há dois anos, durante a instalação de uma linha de transmissão elétrica naquela região, encontrou-se vestígios de sítios arqueológicos indígenas.

“É região muito rica. No passado teve muita comunidade kaingangue”, comenta o parlamentar. Tanto a Companhia de Força e Luz (CPFL) quanto a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) desconhecem a informação. As empresas também não assumem a linha de transmissão como delas.

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