Avaí - Em sessão realizada anteontem, a Câmara Municipal de Avaí aprovou um projeto de lei do vereador João Augusto Cassettari (PL) que determina uma avaliação para detectar o percentual de alunos alfabetizados durante a transição da 2.ª série para a 3.ª série da escola municipal. A análise deve ser feita pela Prefeitura Municipal de Avaí.
Devido a reclamações de pais de alunos, o vereador propôs o projeto com o objetivo de estabelecer, futuramente, um mecanismo de responsabilidade educacional que permitiria avaliar o desempenho dos alunos que concluem a 2.ª série do ensino fundamental.
“A idéia é verificar a questão do aprendizado, se eles estão alfabetizados ou não e indicar um percentual de alunos alfabetizados. Existe uma reclamação geral a respeito dessa progressão continuada que existe no ensino estadual. Na escola municipal não existe, mas muitas famílias ainda reclamam que os filhos não sabem nem ler”, argumenta o vereador.
Os mecanismos de avaliação, segundo ele, serão determinados pela administração municipal. “São detalhes que a própria prefeitura vai ter que resolver. É uma avaliação externa. Vai ter que contratar alguém ou fazer algum convênio com alguma instituição para fazer a avaliação com todos os alunos”, acredita.
A idéia é que, ao término das aulas, no final do próximo ano, a avaliação seja implantada e que, nos casos em que forem constatados um percentual grande de alunos não alfabetizados, o Executivo tome alguma medida para sanar os problemas de deficiência para que a criança recupere o conteúdo qye perdeu.
“Talvez possamos realizar aulas de reforço. Se ele tirou a nota para passar para a terceira série, vai passar, só que a prefeitura tem que fazer alguma coisa em relação à alfabetização”, comenta.
O vereador explica que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de analfabetismo em Avaí gira em torno de 15% a 20% do total de habitantes, estimado em 5 mil pessoas.
“Da mesma forma que tem a responsabilidade fiscal, de cumprir metas, na área educacional nós também temos que ir colocando metas ao poder público”, pondera.
Além deste projeto, aprovado pelos vereadores por seis votos a favor e dois contra, Cassettari ainda propôs outros dois, também voltados para as crianças e jovens.
“Um para instituir a Câmara Mirim, que vai ser votado na próxima sessão, e outro projeto que estipulava a merenda nas férias, que ainda vai ser adaptado”, relata o vereador.
O projeto que previa a distribuição de merenda escolar durante as férias deve ficar para o próximo ano. O motivo, de acordo com o vereador, é que existem algumas questões pendentes que precisam ser solucionadas.
“Nós temos que ver porque, nas férias escolares, normalmente, os professores, os serventes e o pessoal que trabalha na área educacional também tiram férias. E teria também o problema do transporte de alunos da área rural. Nós temos que ver essas questões e analisar o que podemos fazer para melhorar o projeto. Deve ficar para o ano que vem”, avalia.
Segundo a assessoria do prefeito Paulo Sérgio Rodrigues (PSDB), o Executivo, assim que for notificado oficialmente sobre o projeto aprovado, deverá se reunir com a direção da escola municipal “Professora Elza de Oliveira Antônio” para planejar e determinar qual será a melhor maneira de fazer a avaliação dos cerca de 98 alunos que compõem as duas turmas da 2.ª série existentes na cidade.