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Campeonato Brasileiro: Sem ‘galácticos’, Timão recebe Flu

Por Paulo Cobos | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - Por contrato, a parceria entre MSI e Corinthians, que hoje, às 18h10, recebe o Fluminense pelo Brasileiro, continua em pé. Mas, dentro de campo, com o anúncio que Kia Joorabchian vai levar seus jogadores para o Flamengo, ela é moribunda. E a comparação da terceira associação corintiana com um sócio capitalista nos resultados nos gramados e na herança deixada é desfavorável ao grupo chefiado pelo iraniano.

Foram oito competições oficiais disputadas e só um título em dois anos - o bagunçado Brasileiro do ano passado. No mesmo período de tempo, o clube ganhou um Nacional e um Paulista quando tinha o Banco Excel como mecenas. Enquanto o contrato com o fundo americano HMTF estava em vigor, o que durou pouco mais de três anos, o Corinthians conquistou seis taças.

Mas a anunciada separação dentro de campo entre Corinthians e MSI está longe de ser apenas um problema de portfólio de troféus ganhos. Dois anos depois de iniciada a parceria, as partes dão sinais evidentes de separação sem que o clube tenha perspectivas de reter atletas de bom nível. Tevez e Mascherano já foram embora. Kia e os investidores que contrataram reforços para o Corinthians prometem levá-los agora para o Flamengo. Tudo bem diferente do que aconteceu após as separações com o Excel e com o HMTF.

Do primeiro, o Corinthians, mesmo após a rescisão contratual, herdou praticamente todos os jogadores que ganharam o Mundial de 2000, única glória internacional oficial da equipe. Desse grupo faziam parte Vampeta, Rincón, Marcelinho, Ricardinho e Edílson. A parceria com o HMTF acabou no segundo semestre de 2002. Mas os reforços contratados com o dinheiro dos americanos, como Rogério, Fábio Luciano e Fabinho, ficaram mais tempo no Parque São Jorge. E o Corinthians foi campeão paulista em 2003 com eles dentro das quatro linhas.

Hoje, o técnico Emerson Leão, desafeto de Kia, não tem idéia de com qual elenco vai contar na próxima temporada. “Por enquanto só temos desejos. Precisamos definir logo o planejamento financeiro. Ele tem que ser adiantado”, disse o treinador, que já indicou alguns nomes aos cartolas corintianos para reforçar o time em 2007.

Hoje, contra o Fluminense, a realidade é um elenco que não tem nada de galáctico, como chegou a ser chamado o time no início da atual parceria. Caso opte pelo time que iniciou os treinos durante a semana, Leão vai escalar oito jogadores formados no clube - a única baixa nesse grupo pode ser Daniel, que tem a ameaça de Amoroso, recuperado de lesão.

Jogadores contratados em outros clubes, só Marcelo Mattos, César e Magrão. O primeiro é um dos que podem sair na esteira da debandada de Kia. Os outros dois acertaram diretamente com o Corinthians já depois que o iraniano entrou em rota de atrito com o presidente Alberto Dualib.

Em 16º lugar na tabela de classificação, com 40 pontos, apenas dois de vantagem para a Ponte Preta, o primeiro clube da zona de rebaixamento, o Fluminense passou a semana em Atibaia, no interior de São Paulo, para reencontrar a paz perdida nas Laranjeiras. Os maus resultados obrigaram a equipe fugir da pressão da torcida e o técnico Paulo César Gusmão considerou o saldo positivo.

Gusmão pôde conhecer melhor cada atleta e tentou corrigir as falhas da equipe durante os treinamentos. Por exemplo, intensificou as finalizações e cuidou do posicionamento de cada setor.

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