Gaza - Em um novo esquema tático de resistência, palestinos da Faixa de Gaza impediram ontem que as moradias de dois líderes do Hamas fossem destruídas por ataques aéreos israelenses ao formarem um cordão humano em volta das casas.
Funcionários da segurança israelense declararam que não sabiam como responder à estratégia da barreira humana. Nos últimos meses, a força aérea israelense destruiu repetidamente casas de militantes palestinos, depois de alertar os moradores por telefone que deveriam deixar o local. Apesar de ter recuado diante da barreira humana,
Israel prosseguiu ontem com outros ataques aéreos ao longo do dia. Na cidade de Gaza, um avião disparou mísseis em um carro, ferindo nove pessoas, entre elas dois integrantes do Hamas.
Quatro crianças de cinco, 13, 14 e 16 anos também foram feridas no ataque. Um idoso morreu em conseqüência dos ferimentos. A resistência aos ataques às casas começou ontem, quando Mohammed Baroud, líder do Comitê de Resistência Popular, foi informado pelo Exército que sua casa seria bombardeada.
No edifício de três andares vivem 17 pessoas do clã de Baroud. Outro integrante do Hamas recebeu aviso similar. Em vez de abandonar os edifícios, os dois permaneceram e chamaram reforços. Foram rapidamente apoiados por uma multidão, incluindo homens armados que se posicionaram nos telhados e nas ruas ao redor das casas.
As mesquitas locais e a televisão palestina também mobilizaram apoiadores. Suspeito de envolvimento nos recentes ataques com foguetes a Israel, Baroud, disse que planejou a ação há dias.