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Alunos da escola Padre Jorge expõem engenhocas em feira

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Sair da sala de aula, se debruçar sobre um assunto, confeccionar um trabalho e apresentar os dados apreendidos é uma atividade que faz a cabeça dos alunos da Escola Estadual Padre Antônio Jorge Lima, no Núcleo Bauru 2000. As cerca de mil crianças matriculadas no colégio expõem, desde ontem, os resultados de um ano de pesquisa em diversas áreas disciplinares a respeito do tema “Povos da Terra”. Este é o quinto ano consecutivo em que a instituição realiza a Feira de Trabalhos Escolares (Fetesc).

As salas de aula foram organizadas e divididas por disciplinas. Uma das mais movimentadas abriga os trabalhos da área de ciências. Com entusiasmo, cada aluno explica detalhadamente os resultados de sua pesquisa. Na ponta da língua, uma matéria decorada. No rosto, o sorriso pelo convívio social e a satisfação por mostrar o conhecimento.

Um pouco nervoso, o estudante da 5ª série Alencar Gonçalves Alcântara Júnior, mostra o funcionamento do pulmão. Com uma engenhoca confeccionada com duas bexigas e uma garrafa pet, ele descreve todo o processo e dá sua opinião a respeito da feira. “Para fazer o trabalho, estudamos mais e guardamos melhor a matéria.”

Thiago Carvalho da Silva, também da 5ª série, estudou o deslocamento das placas tectônicas. Com a ajuda de uma amiga, construiu um vulcão de argila. Depois de misturar bicarbonato de sódio, suco de morango e vinagre, ele provoca uma erupção artificial, explica todo o processo e revela que esperou o ano todo para a chegada da exposição. “Fiquei ansioso e gostei porque descobri um monte de coisa que não conhecia.”

Na sala sobre história e geografia, Ruan Campello Garcia, outro aluno da 5ª série, confessa ser amante das duas matérias. Com apenas 12 anos ele demonstra maturidade. “Gosto porque consigo saber o que acontece fora do país, como os costumes de outros povos, por exemplo. Mas o que mais me chama atenção é o Egito antigo”, destaca.

Para a diretora da escola, Elida Maria Farias, o evento é uma forma de motivar os alunos a estudarem. “Normalmente, eles não despertam o interesse pela pesquisa sozinhos. A feira é, ao mesmo tempo, um estímulo à pesquisa o e uma maneira de completar os estudos”, afirma.

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Futuro

A escola já possui uma rádio interna e ontem inaugurou um estúdio de produção em televisão. O intuito da direção do colégio é proporcionar uma nova ferramenta educacional para os alunos, que irão produzir vídeos ligados às disciplinas da grade curricular.

Para a professora de produção publicitária em rádio e televisão, Lígia Beatriz Carvalho de Almeida, que dará aulas de noções básicas aos alunos, a iniciativa da escola é importante. “Isso deve desenvolver as crianças intelectualmente. É uma possibilidade delas exercitarem e executarem a ética e entrarem em contato com novas linguagens, modificando suas dinâmicas de vida e expandindo seus horizontes”, afirma.

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