Regional

Estação ferroviária pode abrigar Cultura em Agudos

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - O prédio da antiga Estação Ferroviária de Agudos (13 quilômetros de Bauru) poderá passar a abrigar o Departamento de Cultura (DC) da cidade. A idéia do prefeito José Carlos Octaviani (PMDB) é reformar o prédio, no próximo ano, e instalar a pasta no local, que já abrigou o Tiro de Guerra (TG).

A reforma, segundo informou o prefeito, também deverá ficar para o próximo ano. “Nós vamos trocar algumas janelas. Será feito em 2007 porque as verbas para este ano estão estouradas”, conta.

O prédio da antiga estação ferroviária está localizado na entrada da cidade, ao lado da Rodoviária. O local foi cedido, por vários anos, para o Exército Brasileiro, que utilizou o espaço para as atividades do Tiro de Guerra (TG).

Logo que assumiu o seu primeiro mandato como prefeito, em 2001, Octaviani encerrou o convênio que a prefeitura tinha com o Exército e a unidade foi desativada. O TG atuou no município durante 50 anos.

A medida foi tomada por Octaviani, na época, em virtude de contenção de despesas. Ao assumir o comando do Executivo, ele alega que teria encontrado as contas da administração numa situação bastante crítica.

De acordo com Octaviani, todas as despesas da unidade eram bancadas pela prefeitura, que chegava a gastar cerca de R$ 10 mil por mês para manter o TG funcionando.

“Tinha que manter a água, a energia elétrica, telefone, papel higiênico, cartuchos de impressora, computador e funcionários. E também o aluguel, energia e telefone da casa do sargento, viagem para o sargento em hotel de São Paulo, além de motorista e pedágio. Só não pagava o salário do sargento, o resto (a prefeitura) pagava tudo”, conta o prefeito.

Atualmente, a cidade abriga apenas a Junta de Alistamento Militar, que funciona em uma sala na prefeitura. Um funcionário, cujo salário também é pago pelo Executivo municipal, é encarregado de realizar o alistamento e emitir o certificado de dispensa.

“Eu também não concordo com isso. Acho que deveria ser feito pelo próprio Exército. Ele tem cota, tem dinheiro para isso e tem um Ministério”, critica o prefeito.

Passados cinco anos, Octaviani descartou categoricamente a possibilidade do TG ser reativado em Agudos.

“A população daqui não sente nenhuma saudade. Já faz cinco anos que está fechado. Enquanto eu for prefeito jamais será aberto e, se um dia eu deixar a prefeitura, eu quero voltar. E se voltar, eu fecho novamente se ele estiver aberto”, afirma categoricamente.

Depois de abrigar o TG, agora existe a possibilidade do espaço da Estação Ferroviária ser utilizado para outros fins.

Segundo Octaviani, o investimento nas obras de reparo será realizado com dinheiro do Orçamento prefeitura, que deve passar a utilizar o local após as reformas.

“Talvez coloquemos o Departamento de Cultura ali”, conclui o prefeito.

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