• Polenta ou mingau?
“O caldeirão voltou a ser aceso. Se o fubá que está lá dentro vai virar polenta ou mingau, não se sabe ainda”. Assim um experiente vereador definiu ontem à noite a intensa agitação que toma conta dos bastidores da Câmara Municipal sobre denúncias de irregularidades que pipocam nas secretarias das Administrações Regionais e Cultura.
• Água com pimenta
Ainda na linha da linguagem figurativa, no caldeirão, neste momento, joga-se água, por um lado, para não se atingir o ponto da polenta, mas também pimenta das bravas, por outro flanco, para que um possível mingau fique indigesto demais. Trocando em miúdos, a Câmara ainda não sabe se abre ou não CEI para investigar denúncias que a prefeitura, bem ou mal, parcial ou integralmente, já investiga.
• Orçamento pronto
O projeto de lei do Orçamento municipal para 2007 está pronto para ser votado. A matéria passou pelas comissões da Câmara Municipal e recebeu parecer favorável da Comissão Interpartidária. É possível que o projeto conste na pauta da sessão de segunda-feira, já que restam três sessões ordinárias antes do recesso parlamentar e o Orçamento precisa ser votado até lá.
• Dinheiro escasso
Conforme o JC adiantou em setembro, quando o projeto foi enviado à Câmara, a previsão orçamentária para 2007 não dará muita folga ao prefeito Tuga Angerami. Se em 2006 o Orçamento foi de R$ 230 milhões, em 2007 a previsão é de R$ 252 milhões. O valor a mais (R$ 22 mi) é considerado baixo para uma cidade com muitos problemas.
• Carta à população
Estava quase vazia a assembléia realizada ontem pelo Sinserm para apresentar a previsão orçamentária 2007 do sindicato e para falar da campanha salarial de 2006 (em aberto desde abril). Apesar disso, os presentes aprovaram a previsão e decidiram fazer uma “carta aberta” aos servidores e à população, explicando o que foi a campanha salarial 2006.
• 'Enrolaram a gente'
Aliás, a diretoria do Sinserm tem calafrios só em falar na administração Tuga Angerami. Depois da confusão que foi a campanha salarial deste ano, com greve e compromisso de um reajuste maior caso as contas da Prefeitura permitissem, os sindicalistas se sentiram “enrolados” pelo prefeito e seus auxiliares. “Eles demoraram o que puderam para entregar as contas ao sindicato”, disse o diretor José Roberto Batista.
• Parreira responde
O vereador João Parreira (PSDB), presidente da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, rebateu as afirmações de um vereador que questionou o papel da Comissão nas denúncias envolvendo secretarias. Parreira afirmou que está atento aos acontecimentos e que a Comissão de Fiscalização tem feito sua parte sempre que solicitada.
• Eleição na Câmara
Com o imbróglio envolvendo a Sear e as denúncias de supostas irregularidades na Cultura, a eleição para presidente e demais membros da Mesa Diretora da Câmara ficou, por ora, em segundo plano. Pouco se fala sobre o assunto nos bastidores e nem parece que faltam 23 dias para a eleição. Porém, caso a polenta chegue no ponto, a eleição ganhará uma dimensão enorme.