Pesca & Lazer

História de pescador: É pra bater? Então toma!


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Geralmente, uma pescaria é sinônimo de divertimento e prazer. Lembramos até aquela frase muito usada quando uma pessoa do nosso relacionamento está acometida de “estresse”. - Tá nervoso, vai pescar!!! Pois é isso mesmo que aconteceu com alguns amigos meus. A pescaria em si não mereceu nenhum destaque, tudo tendo corrido como em tantas outras: os preparativos, a viagem, as gozações, os peixes, a aventura e o divertimento de sempre, os amigos, enfim, a festa que relaxa a alma de qualquer ser humano. O pouco que vou narrar me foi contado pelo amigo Chaves, que junto com o Zé Nilton, Pardal, Fernando (meu xará), Nélson, Prego, Bili e Anderson, partiu, em maio deste ano, para uma grande aventura na cidade de Aruanã-GO, no rio Araguaia, mais precisamente na foz do rio Vermelho. Infelizmente não fiz parte dessa simpática comitiva de pescadores. O lendário Araguaia povoa minha imaginação e enche-me de ansiedade quando o vejo em fotos deslumbrantes. Ainda irei conhecê-lo, com a graça de Deus. Mas vamos lá com a nossa história. Numa manhã ensolarada, todos protegidos do sol por grandes “sombreros”, estacionados no meio daquela imensidão de água, estavam nossos pescadores. A pesada poita presa ao fundo do rio com vários metros de corda mantinha os barcos imóveis, flutuando suavemente ao sabor da correnteza. Num deles, Zé Nilton, Prego e Anderson lançavam suas linhas na esperança maior de sentir a forte puxada de uma enorme “pirarara”. Mas os peixes deviam estar de folga naquele dia. Algum puxão de vez em quando, sem muito entusiasmo, não contentava os solertes pescadores. Aquela paradeira fez com que o Prego e o Anderson trocassem os tipos de iscas repetidas vezes. Nesse vai-e-vem, lança a linha, recolhe, lança de novo, recolhe... era inevitável que, chegando próximo ao barco, a chumbada batesse no alumínio da embarcação, produzindo aquela pancada seca e irritante! Na primeira, o Zé Nilton apenas advertiu os companheiros com um olhar de cobra (aquele da foto ao lado). Nas próximas vezes ele já nem piscava, elogiando, veementemente, as genitoras dos companheiros. Propositadamente, os sacanas Prego e Anderson recolhiam desnecessariamente as linhas só para provocar aquela pancada doída da chumbada no barco, ao ouvido sensível do Zé. O Chaves, com os outros pescadores estavam próximos, em outro barco, e puderam presenciar o ataque de histerismo que se sucedeu...

Mais revoltado que paciente na fila do SUS, o nosso Zé recolheu sua linha numa velocidade espantosa. Segurou-a firmemente com a mão a uns quarenta centímetros da chumbada e foi gritando esbaforido: - É pra bater, é pra bater?!? - Então toma! Deu uma surra no pobre barco, batendo repetidas vezes com a chumbada. Pá, pá, pá!!!! Num raio de cinco quilômetros podia se ouvir o estrondo das batidas e grito ensurdecedor do amigo Zé. Tudo aquilo provocou espanto e risos em todos os outros pescadores e também acabou com a pesca. E dizem que pescaria é para tirar o “estresse”. Parece que o nosso caro amigo Zé Nilton não acredita muito nisso, não é Zé? Um grande abraço a todos. Tá nervoso? Então não vá pescar com o Zé, pois chumbada na cabeça dói pra cachorro!!!

Fernando Lucilha Jr., pescador e desamassador de barcos de alumínio

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