O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Toninho Garmes (PSDB), disse que os vereadores devem aguardar o resultado das investigações feitas pela administração, sobre irregularidades na Secretaria das Administrações Regionais (Sear), antes de pedirem abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI).
Segundo Garmes, terminada a apuração por parte da Prefeitura, caso a Câmara entenda que ficou algum fato sem explicação, deve exercer sua função de fiscalizadora do Executivo e abrir sua própria investigação. “Na minha opinião, a Câmara deveria aguardar o resultado da investigação. Quando houver a decisão final, se os vereadores entenderem que algo não foi apurado, instauram a CEI, para apurar o que acha que não foi correto”, ressaltou.
O presidente do Legislativo enfatizou, no entanto, que se os parlamentares quiserem instaurar a CEI, para investigar paralelamente as denúncias na Sear, terão apoio da presidência. “É obrigação da Câmara fiscalizar todos os atos públicos”, frisou.
Para Garmes, os vereadores estão em uma posição incômoda, devido às reações que a abertura de uma CEI podem causar. “Uns vão dizer que é politicagem, outros vão dizer que não tem o que fazer e está fazendo o mesmo que o prefeito já está fazendo. Depois, se não apura, tem que arquivar. É complicado, por isso que os vereadores estão com cautela”, ressaltou.
Contudo, o presidente da Câmara afirmou que não é por terem cautela que os parlamentares vão declinar da função de fiscalizadores. “Eles podem instaurar a CEI na segunda-feira, depende da cabeça dos vereadores. E o presidente da Câmara não vai interferir, porque eu sou daqueles que acham que a apuração deve ser total”, salientou.
Canalli
Toninho Garmes também rechaçou, a exemplo de outros parlamentares, qualquer movimento para derrubar o chefe de Gabinete, Paulo Canalli, em troca da não instauração de uma CEI.
Segundo ele, a Câmara não tem que “dar palpite” nas questões do Executivo e não há “toma lá, dá cá” entre os poderes. “Fiquei estarrecido com esses boatos. Não aceito acordo de qualquer espécie. A Câmara demorou para recuperar sua credibilidade, e esse tipo de fofoca só causa problemas. Não há toma lá, dá cá”, salientou.