Bairros

No ‘Santa Cândida’, notas ótimas em matemática e ruins em português

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Entre todas a escolas municipais de ensino fundamental (emefs) de Bauru que participaram da Prova Brasil, a “Waldomiro Fantini” (situada no Parque Santa Cândida) teve desempenho para lá de inusitado. Afinal, poucos poderiam esperar que os mesmos alunos pudessem apresentar resultados tão díspares no exame.

Se na prova de português os estudantes deixaram e desejar, obtendo índice de 178 (bem abaixo da média municipal, que foi superior a 185), no exame de matemática as notas foram boas, maiores que 202 (o percentual do restante da cidade foi de somente 186).

Ninguém que trabalha na Emef conseguiu encontrar ainda uma explicação plausível para tamanha diferença. Sônia Maria Lima Thomé, diretora da escola tem apenas uma certeza. “Os resultados foram ótimos”, afirma. Em todo caso, ela pretende desenvolver um trabalho mais apurado para que os alunos melhorem a parte de leitura e escrita.

A razão para o orgulho de Thomé está relacionada à realidade vivenciada pelo local no ano passado. “Na época em que assumi (antes ela era diretora na Emef “Maria Chaparro”, a escola não tinha estrutura apropriada”, explica. Assim como no caso da Emef “Dirce Boemer Guedes de Azevedo”, a “Waldomiro Fantini” começou a receber alunos antes mesmo de estar com a estrutura física concluída.

“No comecinho, as aulas ocorriam em duas salas emprestadas pela Escola Estadual “Carlos Chagas”(que também está situada no bairro)”, conta Thomé.

Do início do ano para cá, a escola tem passado por inúmeras transformações. “É que no princípio não havia nada, então tivemos e colocar tudo: biblioteca, quadra, material pedagógico”, diz ela. Atualmente, as salas de aula da Emef têm até cortinas. “Muita gente pensa que isso é enfeite, mas na verdade é uma necessidade. O sol ofusca a vista e prejudica o aprendizado das crianças”, pensa.

Thomé contratou ainda um caseiro para cuidar das dependências da Emef. Um dos objetivos dela, no momento, é colocar para funcionar a sala de informática da escola, que contará com 21 computadores. “Espero que o próximo ano comece com tudo pronto”, acredita.

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