Internacional

Bento XVI tenta uma reconciliação na Turquia

Folhapress
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Cidade do Vaticano - O Vaticano, por meio do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, publicou há 15 dias uma pequena brochura com a detalhada enumeração dos cinco compromissos religiosos que Bento XVI cumprirá na Turquia esta semana.

A agenda de quatro dias tem como ponto central dar possivelmente um novo passo na direção da unidade cristã. Referia-se a seus dois encontros com o patriarca Bartolomeu I, chefe da igreja ortodoxa, criada a partir de uma cisão em 1054. Ambos assinarão uma declaração conjunta na quinta pela manhã.

A visita a uma mesquita - possivelmente a de Sultanahmet, ou Mesquita Azul, em Istambul - estava em discussão. Há uma penca de outros problemas nessa quinta viagem ao Exterior de Bento XVI e sua primeira a um país majoritariamente islâmico (99% dos turcos são muçulmanos), onde os católicos são inexpressiva minoria: 30 mil de 73 milhões.

O principal deles está em calafetar o que restou da única crise de seus 19 meses de pontificado, com as reações muçulmanas, em setembro último, a uma conferência que fez na Universidade de Regensburg em visita à Alemanha.

Ele citou, sem endossá-lo, um imperador bizantino do século 15, que criticou o profeta Maomé por “sua ordem para espalhar a fé que pregava pelo medo da espada”. Sua suposta “ofensa ao islã” voltou agora a repercutir.

Os últimos três últimos papas também passaram pela Turquia.

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