São Paulo - Não são apenas jogadores com o potencial de Nilmar que não continuarão no Corinthians. As possibilidades de uma reforma de contrato com o zagueiro Marinho se tornam cada vez menores. Por um motivo muito claro: o clube não tem dinheiro para dar aumento ao jogador. Ou mesmo igualar o que ele recebe.
Marinho foi contratado em plena lua-de-mel entre Corinthians e MSI, quando não havia problemas de caixa. Ele chegou com a moral de ter sido capitão do Atlético-PR, vice-campeão brasileiro de 2004. Só que com o afastamento de Kia Joorabchian, a renovação ficou inviável.
As primeiras conversas entre Marinho e os dirigentes corintianos não poderiam ter sido piores. Apesar do pedido do técnico Émerson Leão pela permanência do zagueiro, não há como contornar a falta de dinheiro. “Eu não preciso da imprensa para renovar o meu contrato”, disse o jogador, alegando não estar preocupado com a continuação da greve de silêncio no Parque São Jorge.
Empresários já sabem do estado de penúria dos cofres corintianos e estão oferecendo vários jogadores ao clube para 2007. Entre eles zagueiros ‘baratos’ e com direitos federativos liberados no fim do ano. Para o lugar de Marinho foi oferecido um do mesmo estilo, alto e rebatedor: Gustavo, do São Caetano. Seu contrato terminará em dezembro. Ele tem 30 anos. A diretoria gostou, só falta a resposta de Leão.
Outro reforço que estava nos planos do Corinthians, o meia Lúcio pode estar bem longe do Parque São Jorge. A diretoria do Fortaleza admitiu ontem que está esperando “a proposta mais alta” antes de consumar a transferência do jogador, que agrada o técnico Leão e interessa também a clubes do exterior. Além do Timão, o atleta de 31 anos tem proposta do futebol turco.
A diretoria cearense pretende negociar o meia para reduzir a folha de pagamento no próximo ano - o salário de Lúcio gira em torno de R$ 50 mil. Por isso, aceita reduzir o valor da multa rescisória, que é de R$ 1,5 milhão.
O grande obstáculo para que o jogador atue pelo Corinthians em 2007 é que o clube paulista não quer desembolsar sequer um terço da multa. Isso porque os dirigentes não sabem se poderão contar com novos investimentos da parceira MSI. Na verdade, nem a continuidade da parceria é certa.
Além de Lúcio, outro que foi apontado como possível reforço corintiano e deve ter um destino diferente no ano que vem é o atacante Marcos Aurélio, do Atlético-PR. Uma das revelações do campeonato, o jogador está emprestado ao clube paranaense até dezembro e tem seus direitos federativos presos ao Bragantino até 2009.
Já o empresário Renato Duprat, que herdou a missão de ser um novo Kia Joorabchian, negou a informação passada pelo presidente corintiano, Alberto Dualib, a aliados de que a parceira dará R$ 20 milhões ao clube para investimentos em 2007. “Eu nunca disse que arrumaria esse dinheiro para o clube”, disse Duprat, que viajou ontem para Londres.
Ele contou que terá de fazer a “lição de casa” para conseguir os reforços de “ponta” prometidos a Leão. “O Leão nos passou uma lista, e vou fazer de tudo pra cumpri-la”, encerrou o empresário.