Entrelinhas

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Da Redação
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• Comemoração

Vereadores que articularam a inclusão do DAE na CEI instalada para apurar irregularidades na Sear comemoraram a exibição da fita onde a jornalista Inês Ferreira afirma que o presidente da autarquia, José Clemente Rezende, indicou patrocinadores para o jornal Atalho, em troca de publicação de reportagem sobre o DAE.

• “Eu não falei?!”

Para os vereadores, a gravação mostra que eles estavam certos ao incluir o DAE na CEI. O vereador Marcelo Borges (PSDB), um dos articuladores da Comissão de Inquérito, era um dos parlamentares que olhavam para os jornalistas com ar de triunfo, como quem diz: “Não falei?”.

• Haja resguardo!

O vice-prefeito Renato Purini (PMDB) encaminhou, junto com o vídeo gravado por ele, ofício à CEI da Sear/DAE explicando os motivos da gravação. Segundo Purini, o objetivo era “se resguardar” de possível deturpação do que ele dissesse na conversa. Imagine se o ex-presidente da Emdurb usou o expediente para todas as cismas que teve. Haja fita e arquivo!

• Matérias doídas

A intenção de Purini era se prevenir contra a jornalista Inês Ferreira, que, segundo ele, tinha publicado “matérias dolorosas” contra ele no jornal Atalho. Ao que parece, Purini atirou no que viu e acabou acertando no que não viu, ou seja, quis se prevenir contra a jornalista e arrumou dor de cabeça para Nelson Fio e talvez para ele. Mas dizem as más línguas que o alvo mesmo era Clemente.

• Tuga não sabia

Outro fato que deixou os vereadores ouriçados foi um trecho da gravação onde é citado o nome do prefeito Tuga Angerami. A primeira impressão foi que a de que jornalista Inês Ferreira dizia que o prefeito sabia das negociações de matérias. Depois, ouvindo-se com mais calma, percebeu-se que era o contrário.

• Equívoco desfeito

A má qualidade do áudio da gravação em CD fez com que os membros da CEI fizessem essa confusão e até falassem à imprensa da participação do prefeito como fato consumado. Mas uma audição mais apurada da conversa mostrou que alguns vereadores não conseguiram ouvir direito o que foi dito.

• Guerra surda

Um governista que ouviu a dura fala de Batata tentando incluir Tuga Angerami no episódio DAE/fita afirmou que o petista deveria estar mais preocupado com a audiência marcada para hoje à tarde no Fórum, onde responde por denúncia de irregularidades em despesas de viagens realizadas com carro oficial na gestão passada.

• Bateria pifada

Quando a reunião da CEI estava quase no fim, um fato inusitado: o microfone sem fio que estava sendo usado pelos vereadores ficou sem bateria e eles tiveram de fazer malabarismos com os microfones fixos que estavam no local. Detalhe: a bateria tinha sido colocada no começo da reunião, mas era nova e com data vencida.

• CIP foi adiada

Na sessão da última segunda-feira, os vereadores decidiram adiar a votação do parecer de ilegalidade do projeto alterando a lei que instituiu a Contribuição sobre Custeio de Iluminação Pública (CIP). A matéria foi considerada ilegal e inconstitucional pelo consultor jurídico da Casa, Nestor Kobayashi, que encontrou diversos pontos conflitantes.

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