Polícia

Para Afanasio Jazadji, PCC agora recruta mulheres em SP

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que neste ano promoveu três ondas de ataques no Estado de São Paulo, estaria tentando aumentar seu batalhão recrutando mulheres. A denúncia é do deputado estadual Afanasio Jazadji (PFL), que afirma que o PCC já tem uma ala feminina formada por 18 mulheres de presos de alta periculosidade. Em artigo enviado pelo deputado ao Jornal da Cidade, ele diz que está nos planos da facção arregimentar outras mulheres e se infiltrar ainda mais na sociedade.

Porém, em Bauru, fontes consultadas pelo Jornal da Cidade não acreditam que existam mulheres atuando em nome do PCC na cidade. Um membro da Polícia Civil avalia que é possível mulheres integrarem a facção no Grande ABC Paulista e Litoral de São Paulo, que são o berço da organização criminosa.

Mas em Bauru, ele afirma que não há indícios de ala feminina do PCC. Ele ressalta que a maioria das criminosas da cidade é envolvida com tráfico, mas em pequenas quantidades, não desenvolvendo ações que rendam dinheiro em quantidade, como roubos de grande monta, que são típicas da facção.

Em seu artigo, Jazadji afirma que uma das mulheres que integrariam o PCC é conhecida como “Águia Solitária”, processada por tráfico de drogas e roubo, e se orgulha de ter sido batizada por um dos principais líderes do grupo e já teria participado de atentados e de resgates.

Um advogado que atua na área criminal em Bauru também não acredita que o PCC tenha integrantes mulheres em Bauru e nem que esteja planejando formar uma ala feminina. Para ele, a facção criminosa está desarticulada após as ofensivas da polícia às ondas de ataques e a manutenção de líderes presos em unidades de regime disciplinar diferenciado, onde a segurança é reforçada.

Um integrante da Polícia Militar procurado pelo JC afirma que nunca ouviu falar em mulher que age em nome do PCC em Bauru. Entretanto, ele não descarta que a função da ala feminina seja fornecer infra-estrutura à facção como introduzir drogas e celulares em presídio e operar centrais telefônicas clandestinas.

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