Internacional

Polícia detecta radiação em carro de um contato de ex-espião russo

Folhapress
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Londres - Investigadores alemães confirmaram ontem que um veículo utilizado por um contato do ex-espião russo Alexander Litvinenko foi contaminado por polônio radioativo. Não ficou claro se o contato - o empresário russo Dmitry Kovtun - teria ligação com o crime ou seria mais uma vítima. Ele está sendo tratado em Moscou por contaminação radioativa.

De acordo com a reconstituição feita pela polícia, Kovtun chegou a Hamburgo procedente de Moscou em 28 de outubro, a bordo de um avião da companhia Aeroflot. No aeroporto, o empresário foi levado em um BMW, veículo no qual, após ser localizado e submetido a medição de radiatividade, também foram detectados vestígios de polônio. Ele seguiu para Londres em 1 de novembro, dia em que Kovtun e mais um russo se reuniram com Litvinenko no Hotel Millennium, em Londres, e em que o ex-espião começou a sentir-se mal.

Anteontem, autoridades alemãs afirmaram ter encontrado traços de polônio 210 no apartamento da ex-mulher de Kovtun em Hamburgo, onde ele passou a noite antes de seguir para Londres. A equipe alemã não informou se Kovtun estaria sendo investigado pela morte de Litvinenko.

Kovtun se reuniu com Litvinenko no Pine Bar, do hotel Millennium Mayfair, em Londres, no dia 1 de novembro. Ao menos dez pessoas que estiveram no Pine Bar neste dia foram contaminadas com radiação: sete funcionários do hotel, Litvinenko, Kovtun e Andrei Lugovoi, um terceiro empresário russo presente no encontro com o ex-espião. Traços de polônio foram encontrados nos aviões em que ambos os russos viajaram de Londres a Moscou.

Lugovoi, agora um empresário, declarou que não tem nada a ver com a história do envenenamento por radioatividade de Litvinenko e recordou que os traços dessa radiação podem ser encontrados em qualquer pessoa que tenha estado em contato com a vítima.

A porta-voz da polícia alemã Ulrike Sweden disse que ainda não está claro se Kovtun retornou para Hamburgo depois de se encontrar com Litvinenko - o que poderia explicar a contaminação encontrada. Segundo ela, tanto uma pessoa quanto um objeto poderiam ser fontes da radiação encontrada no apartamento em Hamburgo.

Litvinenko foi coronel do Serviço Federal de Segurança (antigo KGB) e vivia desde 2000 como refugiado no Reino Unido.

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