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Idoso atacado por abelhas morre após 1 mês no HB

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 1 min

Há três dias, o morador de Bauru Francisco Batista, 71 anos, não resistiu ao envenenamento agudo por picadas de abelha e morreu no Hospital de Base (HB). Antes de morrer, ele amargurou quase 30 dias de internamento. O acidente com as abelhas aconteceu no dia 16 de novembro e Batista morreu no dia 13 de dezembro.

Sem o soro adequado para o tratamento, ele teve que submeter-se quase que diariamente a sessões de hemodiálise, além de respirar com ajuda de aparelhos. O soro que reverte o envenenamento é produzido no México, mas não no Brasil.

Para matar uma criança são necessárias aproximadamente 200 picadas do inseto. Entre 400 e 500 picadas matariam um adulto. Pela avaliação da médica nefrologista que cuidou do paciente, Batista levou cerca de 500 picadas. Ele ficou com o corpo completamente inchado. “Sabíamos que o estado do paciente era grave desde o início. Só o soro poderia neutralizar o veneno”, ressalta.

A médica explicou que o paciente morreu por envenenamento. “O veneno da abelha causa rompimento das células do corpo, prejudicando principalmente os rins e o coração”, diz. A abelha que picou Batista é africanizada, muito mais perigosa do que a abelha européia.

A reportagem tentou falar com o diretor do Instituto Butantã, em São Paulo, para saber se o soro já foi produzido no Brasil alguma vez ou não. Mas, o expediente já tinha acabado no Instituto.

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