Ontem (13/12), ouviu numa rádio local duas notícias que chamaram minha atenção:
1) Uma nota da Secretaria Municipal da Educação informando de que as atividades nas creches vão até o dia 29/12. Depois haverá um recesso e as atividades retornam em primeiro de fevereiro.
Tenho filhos em uma dessas creches e até anteontem (12/12) as professoras não sabiam a data das férias.
Tenho um calendario oficial da secretária, que me foi entregue no início do ano, onde está marcado o iníco do recesso escolar em 15/12.
Então, acreditar em quem? Na desinformação?
2) também ouvi um relato de uma avó, de que aos funcionários da creches têm que descansar, visto que esta atividade é estressante e que as crianças também devem passar mais um tempo com os pais.
Acho corretíssima a colocação, só que devemos ponderar pelo seguinte ângulo:
a) Os pais precisam trabalhar. Se não trabalham, não podem pagar os exagerados, exorbidantes e cada vez mais ganaciosos impostos e, consequentemente, os servidores municipais, estaduais e federais não terão salários.
b) Estudos, e não eu, um semi-analfabeto, demonstram que a construção de uma relação saudável e estável entre pais e filhos deve primar pela qualidade e não pela quantidade. Exemplo: Posso passar 24 horas com meu filho e nada basear para uma formação de uma boa relação paternal. Ou posso dar apenas vinte minutos de atenção para ele e ouvi-lo saber como foi seu dia na creche, brincar de cavalinho, levá-lo no parquinho para gangorrar, ou simplemente assistir a um desenho na TV, juntinho, abraçado com ele.
Qual das duas atividades promoverá um melhor vínculo? Outro ponto interessante. Quando em campanha, o então candidato Tuga Angerami disse em bom e alto tom que no seu entender as creches deveriam funcionar inclusive aos domingos e que ele, se eleito, assim faria. É promessas de campanhas são e sempre serão simplesmente promessas para ganhar eleições. Depois... Lógico que no meu parco entendimento, os servidores não devem e nem podem trabalhar sem suas férias, seus descansos semanais e outros direitos trabalhistas, como, por exemplo, um bom salário. Agora eu, que sou ignorante, não almejo nenhum cargo eletivo e não sou administrador de nada, fico pensando:
Por que não formar uma equipe com bons e bem pagos profissionais, que cubram férias, licenças (prêmio, saúde, gestante, etc), faltas e outras, dos profissionais das creches? Por que os servidores não seguem uma escala, durante todo o ano para gozarem suas férias, como ocorre em outras repartições públicas e privadas? Por que não conceder férias coletivas de quinze dias no período de festas de fim de ano (ex: do dia 20/12 à 5/1) e os outros quinze dias, para serem gozados em outro período durante o ano? Por que tantos pontos facultativos e “feriadões”? Para compensar os baixos salários pagos pela prefeitura?
Falta o que? Vontade politica, um pouco de bom senso ou respeito para o cidadão que paga altos e gananciosos impostos? Se for isso, com esta atual administração podemos esperar mais dois anos, de desatinos, ingerências, mazelas e enganações.
João Vicente Melo - RG 792126