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Sem acordo, governo e centrais marcam novo encontro para definir o mínimo

Folhapress
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Brasília - O governo se reuniu pela segunda vez neste mês com as centrais sindicais, mas não apresentou uma proposta para o reajuste do salário mínimo. Um outro encontro foi marcado para terça-feira, às 20h. “O governo deve apresentar uma proposta que provavelmente não vai ser os R$ 420,00 que queremos e nem os R$ 375,00 que o Congresso Nacional está falando”, disse Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, da Força Sindical.

As centrais sindicais pedem que o mínimo seja reajustado dos atuais R$ 350,00 para R$ 420,00, um aumento de 20%, e a correção da tabela do Imposto de Renda em 7,67%. Para Paulinho, a proposta de R$ 367,00 (4,86%) do ministro Guido Mantega (Fazenda) já está “queimada”, já que ele mesmo teria autorizado o relator-geral do Orçamento de 2007, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), a colocar no relatório o mínimo de R$ 375,00 (7,14%). Segundo o ministro Luiz Marinho (Trabalho), não há nenhuma proposta formal do governo.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, é importante uma política de valorização do mínimo. “Se não tivermos uma política de valorização permanente a nossa proposta ficará em R$ 420,00”, disse.

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