Polícia

Mulher é morta com 49 facadas

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

A madrugada de ontem foi violenta em Bauru. Uma mulher, de 22 anos, foi morta a facadas pelo ex-namorado quando saía de uma boate, na Vila Cardia. Segundo a Polícia Militar (PM), ela sofreu 49 golpes pelo corpo.

Alcione Aparecida Olegário de Souza teria deixado a casa noturna, na quadra 20 da avenida Duque de Caxias, por volta das 3h30. Ela estava acompanhada pelo maquinista Rogério Douglas da Silva, que supostamente seria seu namorado.

De acordo com relato registrado em boletim de ocorrência (BO), ao perceber que seu ex-amásio, Rodrigo Leite, seguia os dois, pediu a Silva que se escondesse, já que temia alguma atitude violenta do rapaz.

O maquinista correu para trás de uma cerca viva na rua Capitão Alcides, que cruza a São Luiz, onde ocorreu o crime. A vítima foi abordada pelo ex-namorado, que estava na garupa de uma moto conduzida por outro homem.

Com requintes de crueldade, Leite desferiu as facadas contra ela, que morreu antes de receber os primeiros socorros médicos. Ainda conforme o boletim de ocorrência da PM, o acusado jogou a faca próximo da cerca onde Silva, que presenciou toda a cena, estava escondido.

Ainda ontem de manhã, havia sangue e restos de cabelo da vítima na rua. “Ouvi alguns gritos e cheguei a ver o momento em que ela foi empurrada pelo rapaz (Leite). Não deu para fazer nada. Ela ficou toda ensangüentada e morreu logo”, descreve um morador das proximidades do local do crime que, por medidas de segurança, preferiu não ser identificado.

Segundo uma amiga da vítima, que também estava junto com ela na boate, Alcione teria ido telefonar de um orelhão para a mãe. Ela ia avisar que acompanharia uma outra colega, que havia passado mal, até o Pronto-Socorro.

“Tinha um orelhão próximo da boate, mas ela acabou sumindo. Saí para procurá-la mas, quando achei, já estava morta no chão”, conta ela, que também preferiu não ser identificada.

De acordo com o delegado Eduardo Sganzela, do Plantão Policial, Leite está sendo procurado e responderá por homicídio, provavelmente de natureza qualificada. “Ele praticou o crime com crueldade. A vítima não conseguiu se defender”, comenta.

Ainda de acordo com Sganzela, a atitude do rapaz que acompanhava a vítima também será analisada no inquérito. Para ele, a questão merece ponderação. “O agressor estava acompanhado de uma outra pessoa. Portanto, até que ponto se pode exigir que essa testemunha interviesse? O outro sujeito também poderia estar armado”, ressalta.

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