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Forma visceral da doença é grave

Da Redação
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Embora o nome seja o mesmo, as diferenças entre a leishmaniose visceral e a cutânea (tegumentar) são muitas. A diversidade começa pelo tipo de protozoário que provoca a doença. No primeiro caso, ele atinge preferencialmente o fígado, o baço, os gânglios e a medula óssea, provocando processo infeccioso e anemia, que pode reduzir as chances de vida do paciente.

Em Bauru, das 60 pessoas que contraíram a doença neste ano, quatro morreram. Menos grave, a leishmaniose cutânea se caracteriza por feridas na pele, geralmente indolores e que podem cicatrizar mesmo sem tratamento. Porém, posteriormente, existe o risco dela atacar cartilagens como a do nariz.

Conforme o JC já divulgou em edições anteriores, nos dois casos, a doença pode ser confundida com outras. A tegumentar pode se assemelhar a uma espinha, a um tipo especial de micose ou a um câncer de pele. No pênis, pode parecer uma doença venérea. Já os sintomas da visceral são próximos ao da leucemia.

Os dois tipos de leishmaniose são transmitidos ao homem e aos animais pelo mosquito palha infectado. Ele se prolifera em material em decomposição. O inseto se contamina ao picar um animal que contraiu o protozoário.

Também chamado de reservatório, o cão é o animal mais comum para o tipo de protozoário causador da visceral. Já no caso da cutânea são os roedores silvestres, como os ratos e os gambás.

A leishmaniose cutânea também é conhecida como “úlcera de Bauru”. No início do século passado, com a chegada da ferrovia, a doença era comum porque o homem entrou no local onde viviam o mosquito e os roedores.

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