• O sem-pastel
É bom a primeira-dama Shalimar e não o prefeito Tuga Angerami ir à feira comprar verduras e frutas, hoje. Tuga terá que deixar os deliciosos pastéis da feira para daqui a alguns meses, quando o tacho esfriar. Os feirantes estão muito bravos com ele devido à extinção da Secretaria de Agricultura (Sagra). Basta ler cartas na tribuna do leitor, nas páginas 2 e 25, edição de hoje.
• Homem-bomba
Amigos de Alex Gasparini (PMDB), vereador suplente recém-empossado no lugar de Rodrigo Agostinho, anunciam que o caçula da família Gasparini prepara uma estréia explosiva para a sessão extraordinária do dia 12. Seu primeiro ato, dizem, será pedir um minuto de silêncio pela morte de Saddam Hussein. Explica-se: Alex esteve mais de uma vez no Oriente Médio e é defensor fervoroso das causas árabes.
• Bons conselhos
Brincadeiras à parte, Alex já recebeu (e ouviu atentamente) conselhos de seu irmão mais velho e experiente na política, Édison Gasparini Júnior, atual presidente da Cohab. Júnior, também conhecido como “Bruxinho”, por saber, como poucos, mexer no caldeirão das vaidades políticas, tem estilo cauteloso e ponderado, ingredientes vitais para quem quer se dar bem na vida pública.
• Franco atirador
Alex, ao contrário, tem estilo mais “expansivo”, ou seja, costuma atirar primeiro e perguntar depois. Isso, às vezes, pode acarretar tiros no próprio pé. Certamente dona Darci Gasparini também estará na retaguarda de Alex, com sua sabedoria de mãe e de quem viveu ao lado de um dos ícones da história política local, o ex-prefeito Édison Bastos Gasparini.
• Rodrigo vice?
Por falar em mudanças, continuam repercutindo as mudanças efetivadas pelo prefeito no primeiro escalão e reveladas no último domingo, com exclusividade, pelo JC. Um tucano, que prefere não se identificar, já vê o novo secretário do Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho (PMDB), como candidato a vice-prefeito em 2008. Não disse de quem, mas se fosse hoje seria de José Clemente Rezende (PDT).
• Se desenhando
O raciocínio tem procedência. Além da evidente jogada do prefeito Tuga Angerami para atrair de vez o PMDB para seu governo, Rodrigo havia confidenciado a amigos, ao término da campanha eleitoral do ano passado, que não se candidataria a prefeito, apesar de ter boas credenciais para isso. Mas admitiu, na ocasião, ser candidato a vice. Sintomático tudo o que ocorre agora.
• Sem chororô
O mesmo tucano-comentarista faz uma crítica a Rodrigo, quanto ao reclamo do novo secretário de que sua pasta só dispõe de R$ 300 mil para gastar neste ano. “Ele deveria ter lutado por uma fatia maior do orçamento quando o projeto foi para a Câmara Municipal. Agora não adianta nada chorar...”, diz.
• Mais vontade
Com todas as mudanças e outras que podem vir (Paulo Madureira quer reduzir a prefeitura à metade), é de se esperar que os secretários ganhem novo ânimo. Não há dinheiro em quantidade suficiente, mas há fatores como disposição, criatividade, motivação e espírito público que devem ser usados pelos titulares.