Bairros

Desmatamento e ocupação desordenada do solo levam à ocorrência do fenômeno

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

De acordo com o meteorologista José Carlos Figueiredo, a principal causa do fenômeno da chuva local é a alteração da paisagem de Bauru. Isso também acontece em outras cidades que cresceram desordenadamente no Estado, como Piracicaba, Campinas e Mirassol - que sofre reflexo da urbanização de São José do Rio Preto.

“Isso acontece por conta das ilhas de calor. Não existe mais mata nativa, isso aumenta a concentração de calor. E chuva, preferencialmente, acontece em lugares quentes”, explica Figueiredo. O excesso de asfalto e concreto também contribui para a formação dessas ilhas. “Até a cor escura que as casas são pintadas e os tons escuros dos telhados contribuem para aumentar a fonte de calor da cidade”, observa.

Em Campinas, onde Figueiredo acompanhou os radares de 1994 a 2004, foi verificado o aumento de incidência de tempestades na área urbana nesse período. E isso vai acabar acontecendo em Bauru. A cidade já está sofrendo com esse comportamento climatológico. O meteorologista lembra que no ano passado chegou-se a cogitar racionamento de água na cidade porque chovia na área urbana, mas a chuva não atingia a cabeceira do rio Batalha.

Para resolver o problema, Figueiredo aponta que a solução não é difícil. A recomendação é investir em arborização. “Tudo isso é conseqüência da intervenção humana. As autoridades devem se voltar ao plantio de árvores, para distribuir melhor essa temperatura. Essa é a única saída para evitar o aumento de tempestades em Bauru”, aconselha.

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