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12 papagaios e dois tamanduás foram socorridos no zoológico

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Muitos dos 31 bichos relacionados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) são socorridos ao Zoológico Municipal de Bauru, vítimas de atropelamentos ou de vendedores de animais silvestres. Recentemente, dois filhotes de tamanduás foram tratados pelos funcionários do parque depois que a mãe foi morta em uma das rodovias que corta o município. O zôo ainda mantém uma dúzia de papagaios-verdadeiros que foram apreendidos com pessoas sem credenciamento legal para mantê-los em cativeiro.

De acordo com o zootecnista Luiz Pires, diretor do zoológico municipal, muitos animais relacionados na lista da Semma chegam para ser atendidos pelos funcionários do parque após serem atropelados ou sofrerem queimaduras.

Os dois filhotes de tamanduás foram mandados para o zoológico de Guarulhos. Os 12 papagaios-verdadeiros, que estão na lista da Semma, foram apreendidos com pessoas não credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Eles aguardam transferência para outros parques ou a aquisição por pessoas registradas pelo instituto.

Entre as espécies ameaçadas, é possível encontrar no parque dois casais de lobos-guarás. “Um deles é a segunda geração aqui no zoológico. Nos últimos 15 anos, tiveram 17 filhotes distribuídos para parques de todo Brasil”, conta. Outro animal ameaçado que também é mantido pelo zôo é a jaguatirica. No ano passado, o parque mandou duas fêmeas da espécie para os Estados Unidos.

Outra espécie que o zoológico mantém é o gato mourisco. Recentemente, um filhote foi enviado para o parque de Itatiba. Das espécies de macaco ameaçadas, o Zôo cuida de três bugios, que não estão expostos porque o recinto ainda está em construção. Um dos animais foi entregue pelo Ibama e um casal veio do parque de Ribeirão Preto. Já dos roedores, o zoológico mantém muitas cotias. “Os filhotes saem do cercado e se espalham pela mata do Jardim Botânico. As cotias auxiliam na recuperação da mata, pois possuem o hábito de enterrar sementes”, explica Pires.

Entre as aves ameaçadas, o zoológico mantém em seus viveiros exemplares de urubu-rei, azulão e bico-de- pimenta. Na ala dos répteis, os visitantes podem encontrar exemplares de cágado-pescoço-de-cobra, jacaré-do-papo-amarelo, além de teiús, salamantas e sucuris. “Em Bauru é muito raro encontrar uma sucuri. Há anos não temos a entrada desse animal no zoológico. Mas na região, em Iacanga, Arealva, ainda é possível encontrá-las”, observa o diretor.

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